Fome, pobreza e mulheres sem liberdade: o retrato do Afeganistão após cinco anos de controlo dos talibãs
O Afeganistão atravessa uma das maiores crises humanitárias do mundo, segundo a organização Human Rights Watch.
O Afeganistão atravessa uma das maiores crises humanitárias do mundo, segundo a organização Human Rights Watch.
Os Repórteres Sem Fronteiras documentou nos últimos anos os sucessivos ataques à liberdade de imprensa e a "codificação da censura" no país.
Os líderes talibãs realizaram, esta quarta-feira, funerais em Cabul pelas pessoas mortas num ataque aéreo no início da semana. Segundo as autoridades afegãs morreram 408 pessoas.
Presumível autor é um cidadão afegão.
Nunca foram conhecidas as causas da sua detenção. Na prisão, Peter chegou a sofrer um AVC e Barbie foi diagnosticada com anemia.
Os talibãs indicaram que as equipas de resgate continuam a trabalhar na zona afetada pelo terramoto, onde já ocorreram várias réplicas.
Hibatullah Akhundzada afirmou os afegãos fizeram sacrifícios durante quase 50 anos para que a Sharia os salvasse da “corrupção, opressão, usurpação, drogas, roubo, furto e pilhagem”.
George Glezmann, um mecânico de aviões de Atlanta, é o terceiro detido norte-americano a ser libertado pelos talibãs desde janeiro.
As organizações humanitárias internacionais têm várias vezes condenado o tratamento dado pelos talibãs aos presos e a falta de garantias durante os julgamentos a que são submetidos.
Para além de condenar o som público da voz de uma mulher como uma violação do pudor, o governo de facto dos talibãs no Afeganistão ratificou na semana passada uma lei, criticada pela comunidade internacional, que obriga as mulheres afegãs a usar o véu.
A AI disse que as mulheres e as raparigas foram as mais afetadas pela chegada ao poder dos talibãs porque "perderam o controlo sobre todos os aspetos das suas vidas".
Segundo a HRW o Afeganistão vive um "sistema institucionalizado de discriminação, segregação, desrespeito pela dignidade humana e exclusão de mulheres e raparigas".
Também esta segunda-feira, o representante especial de Putin para o Afeganistão, Zamir Kabulov, informou que os talibãs tinham sido convidados para o Fórum Mundial Rússia-Islão: KazanForum.
"Os talibãs despediram todas as professoras das escolas masculinas, deixando muitos rapazes a ser ensinados por professores não qualificados ou mesmo a sentar-se em salas de aula sem qualquer professor", denuncia a Human Rights Watch.
ONU apela aos talibãs para que devolvam às mulheres e às raparigas afegãs a dignidade e os direitos que lhes pertencem.
Desde a tomada do poder pelos talibãs que os direitos das mulheres têm sido cada vez mais restritos, estando proibidas de frequentar salas de aula, parques e ginásios.