CGTP entrega na segunda-feira pré-aviso da greve geral de 3 de junho
Entrega do pré-aviso acontecerá dias depois de o Governo ter dado por terminado as negociações da reforma laboral.
Entrega do pré-aviso acontecerá dias depois de o Governo ter dado por terminado as negociações da reforma laboral.
Terminaram as negociações na Concertação Social. Secretário-geral da UGT afirma que a CIP – Confederação Empresarial de Portugal não apresentou novas propostas.
Paralisação decorre entre hoje e terça-feira. Por volta das 10h00, o presidente do STTS, Mário Rui disse que a greve estava com uma adesão de 60%.
Para esta segunda-feira está ainda prevista uma manifestação em Lisboa. Sindicato exige a "contratação urgente" de pessoal para terminar com o "abuso dos turnos suplementares e cargas horárias de 14 e 16 horas de serviço contínuo".
Sindicato defendeu um apuramento rigoroso da situação que levou às buscas da PJ na delegação da AIMA nos Açores.
Luís Montenegro disse que, sem entendimento na concertação social, a última palavra sobre o pacote laboral cabe à Assembleia da República.
"Trabalho com direitos é trabalho com futuro" é uma das frases que se lê numa das bandeiras que decoram o espaço em frente ao palco.
A intersindical garantiu que os trabalhadores vão também lutar pela “derrota do pacote laboral”, que referiu ilustrar que o executivo de Luís Montenegro serve apenas “os interesses dos grandes patrões”.
O último debate quinzenal, realizado a 15 de abril, ficou marcado pelas críticas da oposição à forma como o Governo tem respondido ao aumento dos preços dos combustíveis e bens essenciais na sequência da guerra no Irão e pela legislação laboral, temas que deverão voltar à discussão parlamentar.
O mundo sindical está muito fragilizado, a CGTP foi excluída, numa atitude reveladora dos tempos de hoje e de como o “cancelamento” hoje se faz mais à esquerda do que à direita.
As últimas novidades do código laboral não são novidades, são coreografia. Entrou-se na fase em que a discussão substantiva - que, de resto, nunca o foi muito – passou definitivamente para o campo do “a culpa foi do outro”.
No seu caderno reivindicativo para 2026, a CGTP exigia um aumento salarial de pelo menos 15%, num mínimo de 150 euros para todos os trabalhadores e a fixação do salário mínimo nacional em 1.050 euros.
É na região de Lisboa que faltam mais procuradores em primeira instância (47), seguindo-se Évora (36), Porto (26) e Coimbra (26). Nos tribunais superiores faltam 27 magistrados.
Negociações duraram nove meses. Questões como o "outsourcing" ou o banco de horas eram cruciais para a central sindicalista e motivaram o chumbo da proposta.
Mário Mourão disse que o secretariado da UGT ainda está a analisar a última versão da proposta apresentada pelo Governo e que só na quinta-feira irá emitir uma decisão. Já a CGTP esteve hoje reunida com Seguro para denunciar a tentativa do Executivo em afastá-la do processo.
Tiago Oliveira lembrou que "a maioria dos trabalhadores se pronunciaram no sentido de rejeitar" a proposta de alterações do executivo.