Irão aguarda "posição definitiva" dos EUA sobre plano para reabrir Estreito de Ormuz
Trump anunciou que rejeitou o plano de sete dias apresentado por Teerão para reabrir a passagem marítima, que está bloqueada pela guerra.
Trump anunciou que rejeitou o plano de sete dias apresentado por Teerão para reabrir a passagem marítima, que está bloqueada pela guerra.
Poderá retomar os ataques após as eleições intercalares, segundo avançou o Wall Street Journal.
Abbas Araghchi, ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, disse que as etapas demorariam cerca de quatro a cinco dias a concluir e que o estreito estaria aberto no sexto dia.
O Presidente dos Estados Unidos afirmou que vai ter de "escolher" entre "aniquilar" o Irão ou chegar a um "acordo" com Teerão.
Mohsen Rezaï indicou que esta zona "começará na linha de bloqueio da marinha americana e incluirá setores do Golfo", precisou.
As eleições legislativas de outubro opõem a direita, a extrema-direita e religiosos ultraortodoxos a partidos apostados em derrubar Netanyahu, sem que se vislumbrem alternativas para pôr termo às guerras de Israel.
Medida integra a "Operação Pária Económico" contra o Irão, que impõe sanções a todos os que façam negócios com o regime de Teerão.
Em mais uma publicação em jeito de provocação na sua Truth Social, Donald Trump declarou Ormuz território norte-americano, mas o politólogo Jorge Botelho Moniz lembra que não há qualquer suporte jurídico que justifique a apropriação do estreito.
Secretário norte-americano da Energia, Chris Wright, afirma que o acordo inclui disposições sobre a não proliferação nuclear militar.
O Comando Central dos EUA anunciou ter realizado uma nova vaga de ataques a várias áreas no Irão antes de restabelecer o bloqueio durante a madrugada.
Esta é a terceira ofensiva contra o Irão esta semana.
O Irão, por enquanto, não reivindicou a autoria dos ataques.
Desde que Donald Trump regressou à Casa Branca, as relações transatlânticas sofrem de uma constante arritmia: ora batem forte; ora batem fraco. Esta semana, na Cimeira da NATO em Ancara, não foi diferente com o presidente americano a dar umas no cravo e outras na ferradura dos seus aliados.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, considerou justificados os ataques dos Estados Unidos ao Irão, alegando que Teerão violou o cessar-fogo. Ainda assim, defendeu um acordo que ponha fim ao programa nuclear iraniano e garanta a reabertura permanente do Estreito de Ormuz.
Washington também restabeleceu as sanções económicas ao petróleo iraniano, que tinha levantado devido ao cessar-fogo.
“Não haverá nenhuma negociação, em nenhum nível, com a parte norte‑americana”, declarou na segunda‑feira à noite o porta‑voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghaei, citado pela agência IRNA.