Irão ameaça criar nova "zona interdita" no estreito de Ormuz nos próximos dias
Mohsen Rezaï indicou que esta zona "começará na linha de bloqueio da marinha americana e incluirá setores do Golfo", precisou.
Mohsen Rezaï indicou que esta zona "começará na linha de bloqueio da marinha americana e incluirá setores do Golfo", precisou.
As eleições legislativas de outubro opõem a direita, a extrema-direita e religiosos ultraortodoxos a partidos apostados em derrubar Netanyahu, sem que se vislumbrem alternativas para pôr termo às guerras de Israel.
Medida integra a "Operação Pária Económico" contra o Irão, que impõe sanções a todos os que façam negócios com o regime de Teerão.
Em mais uma publicação em jeito de provocação na sua Truth Social, Donald Trump declarou Ormuz território norte-americano, mas o politólogo Jorge Botelho Moniz lembra que não há qualquer suporte jurídico que justifique a apropriação do estreito.
Secretário norte-americano da Energia, Chris Wright, afirma que o acordo inclui disposições sobre a não proliferação nuclear militar.
O Comando Central dos EUA anunciou ter realizado uma nova vaga de ataques a várias áreas no Irão antes de restabelecer o bloqueio durante a madrugada.
Esta é a terceira ofensiva contra o Irão esta semana.
O Irão, por enquanto, não reivindicou a autoria dos ataques.
Desde que Donald Trump regressou à Casa Branca, as relações transatlânticas sofrem de uma constante arritmia: ora batem forte; ora batem fraco. Esta semana, na Cimeira da NATO em Ancara, não foi diferente com o presidente americano a dar umas no cravo e outras na ferradura dos seus aliados.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, considerou justificados os ataques dos Estados Unidos ao Irão, alegando que Teerão violou o cessar-fogo. Ainda assim, defendeu um acordo que ponha fim ao programa nuclear iraniano e garanta a reabertura permanente do Estreito de Ormuz.
Washington também restabeleceu as sanções económicas ao petróleo iraniano, que tinha levantado devido ao cessar-fogo.
“Não haverá nenhuma negociação, em nenhum nível, com a parte norte‑americana”, declarou na segunda‑feira à noite o porta‑voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghaei, citado pela agência IRNA.
Esta informação é provisória e está a ser feita uma investigação, na sequência do acordo entre o Irão e os Estados Unidos.
Teerão é um vencedor parcial. Consegue amarrar um suposto sucesso de Trump à sobrevivência do regime criminoso iraniano (oh, suprema ironia) e passou a saber que tem um instrumento de negociação e eventual coação muito mais efetivo do que o longínquo e custoso objetivo de chegar às armas nucleares ou comprá-las: o controlo de Ormuz, claro.
As partes têm 60 dias para alcançar um acordo de paz definitivo, através de negociações centradas no programa nuclear iraniano e no levantamento de sanções a Teerão.
O presidente norte-americano apelou a que o Irão impedisse o Hezbollah de "causar problemas" no Líbano.