A próxima crise de Fernando Alexandre
Era um desastre anunciado e Fernando Alexandre decidiu seguir em frente, comprometendo a normalidade da vida de dezenas de milhares de professores e alunos.
Era um desastre anunciado e Fernando Alexandre decidiu seguir em frente, comprometendo a normalidade da vida de dezenas de milhares de professores e alunos.
Fernando Alexandre admitiu que poderão ser igualmente pagas horas extraordinárias referentes ao ano letivo 2024/2025, decorrentes de uma correção à forma como são calculadas.
O pagamento deste apoio aos professores terá efeitos retroativos a 01 de setembro ou à data de início do contrato.
No primeiro dia do arranque do ano letivo, o governante antecipou um regresso às aulas com "professores focados na sua missão dentro da sala de aula e não na rua em manifestações".
Já sabíamos que vivemos numa era de ciclos mediáticos muito curtos. Isso já era o caso com a televisão e passou a sê-lo mais ainda com as redes sociais. Todavia, estes meios deveriam permitir-nos confrontar os políticos com o que disseram ou propuseram no passado. Como se diz na gíria, "a internet não esquece".
O ministro da Educação apresentou às 12 organizações sindicais que representam os professores a proposta de alteração ao apoio atribuído a professores deslocados.
Fernando Alexandre vai apresentar ainda outras medidas temporárias a aplicar no ano letivo 2025/2026 para responder ao problema da falta de professores.
Isaltino é um bon vivant que fala com uma linguagem clara e direta. É empático e carismático. Ele tem sobretudo trabalho tangível para mostrar.
Além da falta de professores, Filinto Lima alerta para a existência de 451 escolas sinalizadas por necessitarem de obras de requalificação.
No início da semana, os resultados da segunda reserva de recrutamento deixaram 1.091 horários por preencher.
Seguimos o ritmo intenso de Fernando Alexandre para lidar com a crise da falta de professores e não só - de reuniões sobre diplomas futuros do megaministério a um almoço à mesa de trabalho, passando por um evento de diplomacia com a máquina da Educação. O ministro conta que foi buscar 300 professores destacados noutras funções, sinaliza mudanças na carreira docente - e nos telemóveis nas escolas.
As negociações para a revisão do Estatuto da Carreira Docente vão arrancar a partir de 21 de outubro e o ministro espera que o processo esteja concluído no prazo de um ano.
De acordo com a nova proposta, os professores colocados em escolas a mais de 70 quilómetros de casa e onde há alunos que ficaram mais de 60 dias sem aulas poderão receber a partir 150 euros.
No dia 30 de novembro havia 551 horários para atribuir. A Fenprof estima que haja cerca de 32.500 alunos sem professor. Diretores dizem ter cada vez mais dificuldade em substituir docentes em licença. Primeiro ciclo, Inglês e Português são áreas com mais falta de professores.
Ministro da Educação, João Costa, anunciou esta quinta-feira a aprovação do diploma que cria um apoio à renda para os professores deslocados nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e no Algarve, explicando que são "as regiões com mais falta de professores".
O secretário de Estado da Educação reuniu com a FNE e a Fenprof. Sindicatos vão aguardar contrapropostas mas criticam mudanças na formação e na progressão dos docentes.