Sábado – Pense por si

Fazer o correto e perder o lugar

Enfrentar Trump é um imperativo moral para quem quer preservar a Democracia. Por estes dias, há autênticos heróis que o fazem no Partido Republicano. São poucos e dois dos mais relevantes (Tom Massie e Bill Cassidy) perderam as primárias por causa disso. Sabem, como no passado souberam McCain e Romney, que é muito mais importante defender a honra e a clareza democrática do que se agarrar a um lugar político que se extingue e é efémero. Haja quem ainda assim seja.

Mendes Cabeçada chefiaria o primeiro governo pós-golpe (por pouco tempo)
António Luís Marinho

28 de maio de 1926: O dia zero da ditadura que durou meio século

Há 100 anos, um golpe de Estado que, aparentemente, podia ter sido mais um na conturbada I República, acabou por originar quase cinco décadas e Estado Novo, e um ditador, Oliveira Salazar, que moldaria o país à sua imagem, sob o lema Deus, Pátria e Família.

Ventos de Oeste

Alguém sabe para onde estamos a ir?

Os actuais dirigentes do país, muito provavelmente por força de um revanchismo que, apesar de mascarado de “modernidade”, é cada vez mais indisfarçável, estão mais preocupados em destruir os equilíbrios sociais construídos na sequência do 25 de abril de 1974 e do 25 de novembro de 1975, do que em procurar encontrar soluções para debelar essas dificuldades, ou pelo menos minorar as suas consequências para os mais desfavorecidos.

Já nem o drama lhe vale

Trump tenta ir de drama em drama para disfarçar a sua total e manifesta incapacidade de desenvolver políticas públicas estruturadas. Sem soluções para a inflação que ele próprio criou pela aventura irresponsável no Irão, o Presidente dos EUA afunda-se num segundo mandato errático, incompetente e impopular. Nada que não se adivinhasse. Só não viu quem não quis ver. Onde andavam no primeiro mandato?

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