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Spínola, o general que nunca se conteve

Foi herói numa guerra a que quis por fim. Escreveu um livro que antecipou a queda do regime. Foi o general que recebeu a rendição de Marcelo Caetano, no 25 de abril de 1974. Primeiro Presidente da República pós-revolução e proscrito, a partir de 11 de março de 1975. Morreu há 30 anos

“Ele tinha a ideia de um certo elitismo, ligado à arma de Cavalaria, ao mesmo tempo que não tolerava subserviência e incompetência, o que criou alguns anticorpos no meio militar”. É assim que o recorda José Manuel Barroso, jornalista, que privou com António de Spínola, na Guiné, entre julho de 1972 e agosto de 1973, quando foi destacado, como capitão miliciano, para o quartel-general, em Bissau, para trabalhar na área dos media. Spínola percebeu sempre o papel da Informação, quer na guerra, quer na construção da sua imagem, a nível nacional e internacional.

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