Sábado – Pense por si

António Quaresma fotografado para a SÁBADO junto ao Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa, no Rossio, Lisboa
Tiago Carrasco

Das sardinhas em lata aos pastéis de bacalhau com queijo da Serra. Como António Quaresma criou um império

Foi pastor de ovelhas, vendeu sidra, deu aulas e deixou os lisboetas incrédulos quando associou sardinhas em lata a carrósseis e recheou pastéis de bacalhau com queijo da Serra. Hoje o seu grupo fatura 50 milhões de euros por ano com um modelo de negócio que cobra caro a turistas para redistribuir riqueza por pastores e artesãos. Até lhe chamam o Robin dos Bosques da Serra da Estrela.

Capa da revista 1132
Lucília Galha

Novas descobertas para tratar o coração

As doenças cardiovasculares continuam a ser as que mais matam, mas a ciência resolve-as cada vez melhor. Fazem-se cirurgias de peito aberto sem interromper os batimentos, há miniórgãos criados em laboratório para estudar medicamentos e pensos cardíacos com potencial para regenerar este músculo. Até a insuficiência deixou de ser uma sentença – já é possível viver com um coração artificial.

Greve geral ou prova de vida sindical?

Estes movimentos, que enchem a boca com “direitos dos trabalhadores” e “luta contra a exploração”, nunca se lembram de mencionar que, nos regimes que idolatram, como Cuba e a Venezuela, fazer greve é tão permitido como fazer uma piada com o ditador de serviço.

Pamuk não se leva a sério enquanto pintor, mas devia - os desenhos agora mostrados em livro contradizem-no
Luísa Oliveira

Orhan Pamuk: "Quando pinto, sou como um homem no duche a cantar"

O escritor turco, prémio Nobel da Literatura em 2006, surpreendeu os leitores ao revelar-se como um diarista divertido e um talentoso pintor, neste novo livro que é literalmente uma obra de arte. E para o ano, vamos vê-lo, enquanto ator, numa série da Netflix.

Editorial

Salazar ainda vai ter de esperar

O regresso de Ventura ao modo agressivo não é um episódio. É pensado e planeado e é o trilho de sobrevivência e eventual crescimento numa travessia que pode ser mais longa do que o antecipado. E que o desejado. Por isso, vai invocar muitos salazares até lá.

João Miguel Tavares escreveu um livro sobre a ascensão de Sócrates ao poder e o País que a permitiu
Maria Henrique Espada

João Miguel Tavares: “Temo que seja possível outro Sócrates”

“Estava tudo à vista” quando o ex-primeiro-ministro foi eleito e reeleito e escreveu um livro a demonstrá-lo. Garante que não está obcecado com ele – o País é que não pensa o suficiente no caso Sócrates e mantém o padrão do deixar passar, até com o atual primeiro-ministro. Fez o retrato de uma “personagem fascinante” que – esqueçam Ventura – pôs mesmo em causa o Estado de direito. O PS fez-se cego e ainda há socráticos por aí. “Deixa-me embasbacado.”

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