CGTP entrega na segunda-feira pré-aviso da greve geral de 3 de junho
Entrega do pré-aviso acontecerá dias depois de o Governo ter dado por terminado as negociações da reforma laboral.
Entrega do pré-aviso acontecerá dias depois de o Governo ter dado por terminado as negociações da reforma laboral.
Terminaram as negociações na Concertação Social. Secretário-geral da UGT afirma que a CIP – Confederação Empresarial de Portugal não apresentou novas propostas.
A intersindical garantiu que os trabalhadores vão também lutar pela “derrota do pacote laboral”, que referiu ilustrar que o executivo de Luís Montenegro serve apenas “os interesses dos grandes patrões”.
O último debate quinzenal, realizado a 15 de abril, ficou marcado pelas críticas da oposição à forma como o Governo tem respondido ao aumento dos preços dos combustíveis e bens essenciais na sequência da guerra no Irão e pela legislação laboral, temas que deverão voltar à discussão parlamentar.
"O Governo entende que não basta a UGT manifestar disponibilidade para continuar a negociar se vier a haver propostas do Governo", afirmou a ministra do Trabalho.
Negociações duraram nove meses. Questões como o "outsourcing" ou o banco de horas eram cruciais para a central sindicalista e motivaram o chumbo da proposta.
Mário Mourão disse que o secretariado da UGT ainda está a analisar a última versão da proposta apresentada pelo Governo e que só na quinta-feira irá emitir uma decisão. Já a CGTP esteve hoje reunida com Seguro para denunciar a tentativa do Executivo em afastá-la do processo.
Tiago Oliveira lembrou que "a maioria dos trabalhadores se pronunciaram no sentido de rejeitar" a proposta de alterações do executivo.
"Isto é um exemplo de má governação e de má negociação que está a afetar efetivamente e pode pôr em causa irremediavelmente esta legislação do trabalho", considerou.
Rosário Palma Ramalho considerou que o processo negocial "durou o tempo que tinha que durar".
E ainda o almoço de Hugo Soares com um empreiteiro, as asneiras que não se podem dizer na Madeira e o robot de Ana Mendes Godinho
Rosário Palma Ramalho disse que se não houver acordo com os parceiros o documento submetido ao parlamento será um meio termo.
A intersindical assegurou que nenhum processo é válido sem o seu acordo.
Manifestação contra a reforma laboral realizou-se esta sexta-feira em Lisboa e juntou políticos de vários partidos. O BE garantiu que "a versão entregue é mais grave do que a anterior". Já o PCP acusou o Governo de "tentar impor pela janela aquilo que não conseguiu pela porta".
Proposta apresentada pelo Governo foi chumbada por "unanimidade". Segundo a CGTP, encontra-se no documento "tudo o que é a degradação das condições de vida de quem trabalha". Aos jornalistas a ministra não se mostrou, porém, aberta para continuar com este processo. "Terminará nos próximos dias".