Dois anos de Amadeu Guerra na PGR: os inquéritos que marcam o mandato à frente do MP
Do Monte Branco à Operação Influencer.
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O líder do Chega voltou a alegar que gémeas que receberam o tratamento Zolgensma tiveram "tratamento preferencial" que outras crianças não tiveram. Fonte do regulador do medicamento afirma que lista de espera na altura era inexistente.
O ex-secretário de Estado encaminhou vários pedidos que recebeu para o director clínico do Hospital de Santa Maria.
O juiz conselheiro decidiu não abrir processo, porque o Ministério Público não considerou o Presidente suspeito.
André Ventura disse que, "se o diploma continuar assim como está, não passará no Parlamento", uma vez que também o PS já anunciou que votará contra na quarta-feira.
Presidente do Grupo Parlamentar advertiu depois que as comissões parlamentares de inquérito "não se substituem, nem se podem substituir à investigação dos órgãos próprios de investigação criminal".
Ex-secretário de Estado da Saúde socialista foi acusado pelo Ministério Público de prevaricação.
António Lacerda Sales, Nuno Rebelo de Sousa, e o ex-diretor clínico do Hospital Santa Maria, Luís Pinheiro, estão acusados de um crime de prevaricação em concurso aparente com o crime de abuso de poderes, enquanto Daniela Martins, mãe das gémeas, foi acusada do crime de burla qualificada.
Caso remonta a 2020. Nuno Rebelo de Sousa, filho do antigo Chefe de Estado é um dos visados na acusação do MP.
Trabalhou no BES, na PT e na EDP, empresas com que o pai tinha boas relações. Estudou nos Salesianos do Estoril e na Católica, mas nunca se interessou pela política. E saltou para a ribalta com o caso das gémeas luso-brasileiras que assombra o mandato presidencial do pai.
Acusação imputa crimes de prevaricação, peculato e abuso no caso das meninas tratadas com o medicamento Zolgensma.
Queixa aponta para eventuais crimes de difamação, violação de segredo profissional, devassa da vida privada e maus-tratos psicológicos a menores.
A demissão foi aceite esta quarta-feira pela ministra da Saúde.
O porta-voz da conferência de líderes explicou que o relatório não será votado, uma vez que a votação já foi feita em comissão.
Juristas consideram estranho que relatório seja enviado depois de deputados concluírem que não há indícios de ilegalidades. Presidente da comissão diz que é procedimento "normal".
"Rejeito, de forma categórica, qualquer interferência pessoal ou política, por iniciativa própria ou a pedido", afirmou o antigo secretário de Estado.