Sábado – Pense por si

O mal menor para adiar a grande cisão

O próximo Presidente da República deverá ser António José Seguro. A rejeição de André Ventura baixou consideravelmente nos últimos dois anos, mas ainda se situa acima dos 60%. O caminho de Seguro para Belém está, por isso, aberto. Ventura pode surpreender e atingir, a 8 de fevereiro, um valor na casa dos 40%. Se assim for, a segunda volta revelará dois vencedores: Seguro ganha a Presidência, o líder do Chega obtém patamar eleitoral que o pode colocar acima de Luís Montenegro. Ainda não é a rutura, mas já será um grande abalo para o regime.

"Estamos todos em estado de choque e vamos ter que digerir isto": Santana Lopes sobre as presidenciais

"Estamos todos em estado de choque e vamos ter que digerir isto": Santana Lopes sobre as presidenciais

"Luís Montenegro inspira-se muito em Cavaco Silva. (...) Na segunda vez que Mário Soares foi a reeleição, Cavaco Silva começou por declarar a neutralidade e disse que não ia apoiar ninguém. E depois Falcão e Cunha veio declarar o apoio do PSD. Esta história de 'não se apoiar ninguém' é muito complicado para o PSD. Os partidos têm responsabilidades", disse Pedro Santana Lopes, na noite eleitoral, no NOW.

Ventura mostra-se desiludido com reações de Cotrim e Montenegro

Ventura mostra-se desiludido com reações de Cotrim e Montenegro

Em declarações à CMTV, o candidato presidencial André Ventura mostrou-se desiludido com a reação de Cotrim de Figueiredo aos resultados eleitorais e considerou ser "impossível" que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, fique "à margem" da campanha eleitoral da segunda volta que será protagonizada pelo líder do Chega e o socialista António José Seguro.

«Seguro fez uma campanha serena e limpa»: Judite Sousa

Judite Sousa: "Seguro fez uma campanha serena e limpa"

A jornalista Judite Sousa afirmou no NOW que não vê com surpresa o avanço de Seguro na corrida a Belém. "A segunda mensagem que lhe pode, eventualmente, garantir a eleição presidencial daqui a três semanas, é quando ele diz que é necessário reequilibrar o sistema", disse, acrescentando: "o que ele quer dizer é que temos um Governo de centro-direita, liderado por Luís Montenegro, e precisamos de ter na Presidência da República, depois de dez anos de Cavaquismo e de dez anos de Marcelismo, um candidato de centro-esquerda". Já o diretor-geral editorial adjunto da Medialivre, Eduardo Dâmaso, afirma: "Esta é uma vitória, para já, inteiramente de António José Seguro, porque decidiu avançar sozinho".

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