Liga dos Bombeiros vai rescindir acordo com o INEM para assistência pré-hospitalar
Decisão foi aprovada esta manhã por unanimidade no Conselho Nacional da LBP.
Decisão foi aprovada esta manhã por unanimidade no Conselho Nacional da LBP.
Na comissão parlamentar de inquérito ao INEM, Cristina Vaz Tomé descreveu um organismo fragilizado, com baixa execução orçamental, falhas operacionais e incumprimentos com parceiros essenciais.
Em comunicado, a LBP justifica o pedido destacando que "as associações correm sérios riscos de comprometer as suas capacidades financeiras e, consequentemente, a resposta operacional no socorro aos cidadãos".
Os elogios ao trabalho enquanto diretor da PJ são quase unânimes, mas há críticas e advertências e até silêncios, incluindo dos partidos do Governo.
Para o presidente da Liga, "é bom que o novo ministro da Administração Interna não esteja tão afastado daquilo que são as circunstâncias atuais e os problemas dos bombeiros".
Presidente da Liga admitiu ter ponderado rescindir o acordo de cooperação.
Os cursos fazem parte de uma campanha nacional de sensibilização que se inicia em março.
Durante a manhã, o presidente da ANEPC reuniu-se durante cerca de meia hora com o presidente do INEM, que saiu das instalações da Autoridade sem prestar declarações, constatou a Lusa no local.
A Proteção Civil considera que o reforço de ambulâncias criado pela LBP "parece violar os princípios e os pressupostos do sistema integrado de proteção e socorro, bem como as competências da ANEPC".
Os únicos meios operacionais disponíveis pelas 13:00 eram as quatro ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV), sediadas em Loulé, Lagoa, Tavira e Vila Real de Santo António.
Viaturas de emergência estarão sediadas na sede da Liga dos Bombeiros Portugueses.
Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses deu conta disso ao Governo, nomeadamente à ministra da Saúde, e ao diretor-executivo do SNS, que nada fizeram.
Liga criticou os atrasos de três meses e meio das verbas para custear as ambulâncias de emergência médica estacionadas nos quartéis de bombeiros.
Da votação das moções apresentadas ao congresso resultou a aprovação de protestos, dos quais o que gerou mais discussão foi o transporte de doentes não urgentes que tenham altas dos hospitais.
A lista liderada por António Nunes obteve 311 votos (79%), tendo sido registados 93 votos brancos.
No congresso será decidida a realização de protestos caso o Governo não dê garantias sobre a resolução dos problemas das corporações.