Doentes oncológicos com queixas de falta de medicamentos no Hospital de Braga
Hospital nega "rutura de fármacos" e diz que há "apenas uma gestão criteriosa".
Hospital nega "rutura de fármacos" e diz que há "apenas uma gestão criteriosa".
"É um investimento que é superior a €80 milhões, vai criar um centro de referência em Portugal que vai fazer duas coisas muito importantes. Por um lado, cria em Portugal investigação, formação e, a coisa mais importante, o tratamento dos nossos doentes oncológicos, sobretudo na área da pediatria", precisou Ana Paula Martins.
A 31 de março estavam inscritos 8.868 utentes para cirurgia oncológica, 1.488 dos quais já tinham ultrapassado o tempo máximo de resposta. Destes, 180 não tinham sequer cirurgia agendada.
Os tempos máximos para a realização da primeira consulta são sete dias para os casos muito prioritários, 15 dias para os prioritários e 30 dias para os normais.
Todos os anos mais de 20 mil pessoas com cancro precisam de apoio psico-oncológico, mas são colocadas em filas de espera devido à escassez de profissionais, alerta o psicólogo Tiago Paredes.
No total, a 26 de julho estavam inscritos para cirurgia oncológica 8.111 doentes, menos 1.263 do que quando as medidas do Plano de Emergência foram divulgadas.
A deputada socialista Mariana Vieira da Silva lembrou que, em março, 25% dos mais de 9.000 doentes oncológicos que aguardavam cirurgia estava além dos tempos recomendados, o que equivalia a cerca de 2.300 pessoas.
Já quanto aos doentes oncológicos que aguardavam cirurgia já fora do Tempo Máximo de Resposta Garantido, a ministra da saúde disse que desde 18 de maio foram realizadas 2.306 cirurgias.
Mudaram as regras e há menos unidades capazes de fazer cirurgias a estes doentes oncológicos. Liga Portuguesa Contra o Cancro garante que se trata de uma má decisão.
Os problemas não se esgotam na denúncia de más práticas clínicas. Há doentes oncológicos tratados em Sevilha e uma urgência que parece a “Faixa de Gaza”.
O Governo vai revogar 51 leis do tempo da pandemia. Há novidades para quem tem contratos de arrendamento, para bolseiros e para doentes oncológicos.
Tribunal de Contas analisou a resposta do Serviço Nacional de Saúde aos doentes oncológicos entre 2017 e 2020. Perante o impacto negativo da pandemia propõe a implementação de um plano quantificado e calendarizado de recuperação da atividade não realizada.
Delfim Rodrigues acredita na necessidade de se "apostar em áreas que fazem a diferença na vida das pessoas".
Há doentes oncológicos a receberem informações erradas da linha SNS24. Para eles, assim como para pessoas transplantadas ou com doenças crónicas, o isolamento mantém-se nos 20 dias. Razão: têm o sistema imunológico enfraquecido e por isso são mais vulneráveis. E também contagiam durante mais tempo.
Os investigadores pedem uma reorganização global durante a recuperação da pandemia para fornecer "vias cirúrgicas eletivas protegidas" e "camas de cuidados intensivos".
É fundamental" converter e readaptar as instituições para terem capacidade de responder "às necessidades acrescidas" resultantes de "um ano e meio de atraso" no diagnóstico e tratamento.