MAI diz que "território desorganizado" contribui para os mais de 15 hectares ardidos nos últimos dias
Ministro Luís Neves considera que "há um caminho muito grande a ser feito".
Ministro Luís Neves considera que "há um caminho muito grande a ser feito".
Já consumiu mais de 10 mil hectares.
Durante a noite foi evacuada a aldeia de Matadagase e agora está a ser evacuada a aldeia de Mansores.
Está em risco máximo praticamente todo o interior Norte e Centro do continente assim como dezenas de concelhos dos distritos de Faro, Beja, Leiria, Coimbra, Aveiro e Porto.
Regista-se perigo de incêndio rural "muito elevado a máximo" em todo o território nos próximos dias devido à previsão de tempo quente.
Trata-se de um nível intermédio/alto de alerta que determina o reforço de meios e a prontidão das equipas de socorro e operacionais.
Ministro da Administração Interna já reconheceu várias vezes que este ano vai ser "muito duro" em relação ao risco de incêndios florestais, antecipando um verão "muito complicado".
Com muita carga combustível, como em Leiria, podem surgir os incêndios não combatíveis. Domingos Xavier Viegas dirige o Centro de Estudos de Incêndios Florestais e começou a estudar o fogo em 1985.
Só até 30 de maio deste ano já foram registados 2.921 incêndios.
Trata-se do segundo reforço de meios do ano, passando a contar com 13.335 operacionais e 78 meios aéreos.
A área total ardida em todo o mundo atingiu cerca de 163 milhões de hectares desde o início do ano até 06 de maio, de acordo com os dados do Sistema Global de Informação sobre Incêndios, em comparação com uma média de 110 milhões de hectares no período de 2012 a 2025 até essa data.
Apesar do tempo seco no verão, Portugal teve condições mais húmidas do que a média Europeia, a braços com temperaturas muito altas, especialmente o centro e norte da Europa e o Mediterrâneo.
No ano passado todos os glaciares europeus perderam massa, especialmente na Islândia.
Só em Portugal foram registados no ano passado 999 incêndios, que consumiram uma área de 284.012 hectares, o dobro dos registados no ano anterior.
A Quercus recomenda a retificação urgente da forma de análise, para garantir a identificação correta das espécies florestais.
A Proteção Civil disse que espera fazer estes pagamentos com "a maior brevidade possível".