A próxima crise de Fernando Alexandre
Era um desastre anunciado e Fernando Alexandre decidiu seguir em frente, comprometendo a normalidade da vida de dezenas de milhares de professores e alunos.
Era um desastre anunciado e Fernando Alexandre decidiu seguir em frente, comprometendo a normalidade da vida de dezenas de milhares de professores e alunos.
Alguns desses docentes chegam a gastar "250 euros mensais em combustível" para chegar ao local de trabalho.
O que lhes permite lidar melhor com os desafios da sala de aula e fazer com que os alunos aprendam melhor.
Para a Fenprof, os problemas nas escolas têm-se agravado porque o Governo continua a adiar medidas importantes.
O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, que garantiu estar a caminho uma "correção" dos pagamentos.
OE2026 prevê um "aumento de 6%" para as áreas da educação, ensino superior e ciência, ou seja "mais 621 milhões de euros".
Na semana passada, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) insistiu que há mais professores em falta no arranque deste ano letivo do que no anterior, afirmando que os horários a concurso correspondem a mais de 100 mil alunos.
Esta ignorância velha e arrastada é o estado a que chegámos, mas agora encontrou um escape. É preciso que a concorrência comece a saber mais qualquer coisa, ou acabamos todos cidadãos perdidos num qualquer festival de hambúrgueres
No primeiro dia do arranque do ano letivo, o governante antecipou um regresso às aulas com "professores focados na sua missão dentro da sala de aula e não na rua em manifestações".
Ao ver os socialistas que apoiam a Flotilha "humanitária" para Gaza tive a estranha sensação de estar a ver a facção do PS que um dia montará um novo negócio, mais alinhado com a esquerda radical, deixando o PS “clássico” nas águas fétidas (para eles) do centrão.
Pedro Martins aponta duas causas: “A diferença entre o número de funcionários e o número de pessoas que estão efetivamente nos serviços” e a existência de um “desequilíbrio regional”.
O novo concurso arranca na próxima semana com quase 1.800 vagas.
A maior redução é, no entanto, na organização do sistema educativo não superior, que passará das atuais 12 entidades e 31 dirigentes superiores para cinco entidades e 21 dirigentes superiores.
Associações desvalorizam o relatório da KPMG sobre a incapacidade de saber quantos alunos não têm aulas e pedem ao Governo medidas com efeitos a longo prazo.
Na sequência da polémica em torno dos dados sobre alunos sem aulas divulgados no ano passado pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), o ministro Fernando Alexandre solicitou uma auditoria que concluiu que "o processo de apuramento de alunos sem aulas em vigor não permite apurar com exatidão o número de alunos sem aulas".
O modelo atual dá às escolas autonomia para definirem os dias em que as provas se vão realizar, referindo apenas períodos de tempo entre os quais o processo das ModA deve estar completo. Ainda assim alguns estabelecimentos terão de deixar os restantes alunos sem aulas.