TAP: Governo recebeu relatório da Parpública sobre propostas da Air France e Lufthansa
A Air France-KLM e a Lufthansa entregaram em 29 de julho, no último dia do prazo, propostas vinculativas no processo de privatização da TAP.
A Air France-KLM e a Lufthansa entregaram em 29 de julho, no último dia do prazo, propostas vinculativas no processo de privatização da TAP.
A operação, acordada entre a Parpública e a Pontegadea e que ainda precisa de visto do Tribunal de Contas, prevê a aquisição de 13,7%.
O Governo, através da Parpública, contratou a EY e o Banco Finantia para fazer avaliações independentes, mas os valores não são públicos.
Miguel Pinto Luz, que falava no parlamento, considerou "extemporâneo" antecipar conclusões sobre as propostas não vinculativas e rejeitou fazer futurologia sobre o resultado do concurso, indicando que o Governo aguarda o relatório da Parpública.
Só chegaram as duas propostas que os grupos de aviação confirmaram, com a IAG a ficar de fora da corrida. Agora é o tempo da Parpública elaborar um relatório fundamentado para apresentar ao Governo.
O valor resulta de "duas avaliações realizadas por entidades independentes".
O Governo já mandatou a Parpública a enviar os convites para os candidatos à compra da TAP submeterem as suas propostas não-vinculativas, onde deve constar preço, plano industrial e estratégico e sinergias.
Empresa não indica quais as empresas interessadas, mas até agora estava confirmado o interesse formal da Air France-KLM, Lufthansa e International Airlines Group.
O antigo administrador é suspeito de beneficiar consórcio que comprou a TAP, em 2015, e de receber dois milhões de euros. Judiciária foi à casa do ex-presidente da Parpública.
Airbus clarificou numa carta marcada com selo de "confidencial" a David Neeleman - mostrada à Parpública em setembro de 2015 - que não faria a troca de encomendas dos aviões com a TAP, só com ele. E que o preço dos novos aviões pedidos era “justo”, como mostrariam as avaliações - Neeleman enviou três ao lado português.
Decisão foi comunicada esta quinta-feira ao presidente da empresa que gere as participações do Estado, José Realinho de Matos. Conselho de administração foi nomeado no final de 2023 pelo anterior Executivo e afastamento surge semanas depois da insolvência da Inapa.
"O parecer da UTAM à aquisição de ações dos CTT foi favorável", afirma a parpública, acrescentando na nota que detém "355.126 ações dos CTT que foram adquiridas em bolsa em 2021, o que corresponde a 0,24% do capital da empresa".
O Jornal Económico noticiou na terça-feira que o anterior Governo instruiu a Parpública a comprar ações dos CTT através de um despacho do então ministro das Finanças, João Leão.
Na resposta a 80 perguntas enviadas pela comissão parlamentar de inquérito à TAP, o empresário assegurou que "as ações da TAP foram pagas pela Atlantic Gateway à Parpública pelo valor acordado e que correspondeu a 10 milhões de euros".
Pedro Ferreira Pinto e Luís Cabaço Martins serão inquiridos acerca da venda de 2015, os fundos Airbus, gestão privada e bónus dados aos administradores.
Estado terá assegurado, através de um acordo secreto feito entre a Parpública e a Atlantic Gateway, o pagamento de um prémio de 20% na compra das ações da TAP.