No entanto, disse que até ao fecho da operação existem limites, impostos pela lei da concorrência, quanto àquilo que pode ser executado.
O presidente do Conselho de Administração ('chairman') da TAP afirmou esta terça-feira, em Lisboa, que a administração e os restantes órgãos de gestão da transportadora devem manter-se até ao fecho do acordo para venda parcial da empresa à Lufthansa.
Contrato com a Lufthansa foi assinado esta terça-feira FILIPE AMORIM/LUSA
"Até ao 'closing' [fecho] do negócio continuaremos a fazer o que temos de fazer: entregar o plano estratégico da TAP, os resultados e a assegurar que a companhia continua a gerar valor, agora na perspetiva de que teremos um novo acionista", afirmou o 'chairman' da TAP, Carlos Oliveira, em declarações aos jornalistas, à margem da assinatura do contrato de venda parcial da transportadora aérea portuguesa, em Lisboa.
Instado a confirmar que não vão existir mudanças nos órgãos sociais neste período, Carlos Oliveira vincou que "o Conselho de Administração e a gestão mantêm-se em funções", a gerir a TAP, alinhados com o plano estratégico da empresa.
No entanto, disse que até ao fecho da operação existem limites, impostos pela lei da concorrência, quanto àquilo que pode ser executado.
O Governo assinou hoje com a Lufthansa o contrato de venda parcial da TAP, numa cerimónia que contou com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, dos ministros das Finanças, Miranda Sarmento, e das Infraestruturas, Pinto Luz.
O Governo selecionou, em 14 de outubro, a Lufthansa para a privatização parcial da TAP, com uma proposta de 1.201 milhões de euros para até 49,9% do capital, prevendo concluir a operação até ao início de 2028.
A decisão foi tomada em Conselho de Ministros, após a análise das propostas vinculativas finais melhoradas apresentadas pela Air France-KLM e pela Lufthansa, os dois grupos que chegaram à fase decisiva da privatização da companhia aérea portuguesa.
Na escolha pesou, sobretudo, a proposta financeira da Lufthansa, superior em 163 milhões de euros à da Air France-KLM, tendo sido também avaliados os investimentos associados, nomeadamente na frota, e o modelo de governação proposto.
A proposta da Lufthansa inclui um preço de referência de 1.025 milhões de euros por 44,9% da TAP, acrescido de 58 milhões de euros em ajustamentos temporais relacionados com a taxa de emissão de bilhetes ('ticketing fee'), a SPdH (antiga Groundforce, empresa de assistência em terra) e a Cateringpor (serviços de refeições a bordo), além de 118 milhões relativos aos 5% reservados aos trabalhadores, elevando o encaixe potencial para 1.201 milhões de euros.
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