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Sousa Real faltou a debate quinzenal para acompanhar gato em emergência veterinária

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"Estive, e estarei sempre, onde ninguém me poderia substituir e onde o meu coração estava: com o Mikas", afirmou a líder partidária do PAN.

Inês Sousa Real faltou ao debate quinzenal da passada sexta-feira porque o seu gato, Mikas, adoeceu com suspeitas de AVC. "A política exige responsabilidade, mas também humanidade", afirmou a deputada única do PAN na rede social Facebook onde explicou a falta.

Inês Sousa Real faltou pela primeira vez enquanto deputada a um debate quinzenal
Inês Sousa Real faltou pela primeira vez enquanto deputada a um debate quinzenal MÁRIO CRUZ/LUSA

Esta foi a primeira vez que Inês Sousa Real faltou a um debate quinzenal, segundo a própria. Justifica que esta falta aconteceu "não por desconsideração, nem por falta de compromisso, mas porque quem partilha, ou já partilhou, a vida com um animal de companhia sabe que eles são família".

Segundo a líder do PAN, o gato Mikas, que tem 17 anos, sofreu um AVC mas já se encontra a recuperar. "A avaliar pelo seu geniozinho, parece que foi sobretudo a parte motora que ficou afetada", disse Sousa Real. Revela também que o felino "está consciente, come e reclama". Agradeceu ainda à médica e ao hospital que acompanhou o seu animal. 

Na publicação no Facebook, a líder partidária afirma que "haverá mais debates e mais trabalho parlamentar". Acrescentou ainda que "nada nem ninguém" a poderia substituir "num momento tão difícil como aquele que o Mikas viveu na sexta-feira". "Quem acompanha o meu trabalho sabe que nunca faltei a um debate com o Primeiro-Ministro e conhece o sentido de responsabilidade e compromisso com que exerço diariamente o mandato que me foi confiado em nome do PAN", disse.

De notar que Inês Sousa Real tem defendido medidas que apoiem os trabalhadores que têm animais de companhia. No projeto de lei apresentado em 2022, a deputada única do PAN assume que os trabalhadores devem ter direito "a faltar justificadamente a um dia de trabalho por morte de animal de companhia que se encontre registado no Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC) em seu nome". Propôs também que os trabalhadores possam usufruir de "até 5 dias por ano para prestar assistência inadiável e imprescindível".

A medida, apesar de ter sido aprovada por unanimidade, acabou por não avançar. Contudo, num debate sobre a lei laboral já deste ano, a deputada voltou a mencionar a importância das faltas justificadas para assistência ao animal de companhia ou pelo luto deste. 

Com Diogo Barreto

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