Salvador Sobral: o que poderá acontecer?

Depois do último concerto, o cantor foi internado à espera de um transplante de coração. O presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia explica todos os passos da operação.

Como funciona o processo de transplantação cardíaca? João Morais, Presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, começa por alertar: "A transplantação cardíaca é uma terapêutica de fim de linha, ou seja, o doente só é candidato a transplante cardíaco quando o doente tem prognóstico de vida reduzido e, portanto, a única solução terapêutica é a transplantação".

Sublinhando que não pode falar, nem conhece o caso de Salvador Sobral, o cardiologista explica ainda que existem mais condições para uma operação desta natureza: a transplantação é feita em dadores vivos, isto é, o dador tem que estar em morte cerebral, mas o coração ainda bater. E mais: grupo sanguíneo, sistema imunitários, altura e peso também importam. "O órgão tem que estar adequado para a pessoa que o vai receber. Com grupo sanguíneo e sistema imunitário, depois com certeza que há compatibilidades físicas. Não posso colocar um coração enorme numa caixa torácica pequenina."

Depois, a partir de um sistema de transplantes, é indicado que o coração poderá ser utilizado num paciente que está num determinado local à espera de um transplante. O processo tem que ser rápido. A velocidade é condição fundamental para que o transplante seja bem-sucedido. "O órgão é um coração que não tolera muitas horas em paragem, enquanto o rim é possível transportar com muitas horas". O método: retira-se o coração do corpo do dador, o coração é parado e colocado numa solução que o protege.

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