Caudal do Rio Sado baixou em Alcácer do Sal e a marginal deixou de estar inundada, mas a Avenida dos Aviadores continua 'debaixo de água'.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai visitar esta quinta-feira à tarde as zonas afetadas pelas cheias em Alcácer do Sal (distrito de Setúbal), informou fonte do seu gabinete, que já está a caminho do local.
Cheias em Alcácer do Sal: Marginal inundada e visita do Primeiro-MinistroRui Minderico/LUSA
Luis Montenegro presidiu hoje à reunião do Conselho de Ministros, que começou às 10h00 e terminou ao início da tarde, sem a habitual conferência de imprensa no final.
Segundo a Proteção Civil, o caudal do Rio Sado baixou hoje em Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, e a marginal deixou de estar inundada, mas a Avenida dos Aviadores continua 'debaixo de água'.
Em declarações à agência Lusa, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, mostrou-se preocupado com a próxima madrugada por estar previsto o regresso da chuva e o eventual início de descargas na Barragem do Monte da Rocha, no concelho de Ourique, distrito de Beja, para o Rio Sado.
A concretizar-se, o Monte da Rocha será a oitava barragem a descarregar para o Rio Sado, juntando-se às de Vale do Gaio, Pego do Altar, Odivelas, Campilhas, Alvito, Fonte Serne e Roxo.
Tiago Bugio disse que, nas últimas semanas, Alcácer do Sal já registou quatro inundações, realçando que a primeira ocorreu no dia 28 de janeiro, enquanto a mais grave foi registada no dia 05 deste mês, não sabendo precisar a que altura chegou a água dessa vez.
Num comunicado publicado na sua página na rede social Facebook, a Câmara de Alcácer do Sal revelou que cerca de 80 militares do Exército e da Marinha estiveram, na quarta-feira, envolvidos nas operações de limpeza na cidade e na colocação de barreiras de contenção na encosta do castelo, onde ocorreram deslizamentos de terra.
Também esta semana, estiveram a "ajudar no terreno" militares de outras unidades das Forças Armadas, como elementos da Força Aérea provenientes da Base Aérea N.º 11 de Beja e do dispositivo da Marinha e da Autoridade Marítima Nacional, acrescentou.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Primeiro-ministro visita hoje zonas afetadas pelas cheias em Alcácer do Sal
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