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PJ vigiou às escondidas dos juízes principal suspeito do roubo de Tancos

António José Vilela , Nuno Tiago Pinto 05 de dezembro de 2019 às 07:00

A Polícia Judiciária vigiou durante 14 meses o principal suspeito de Tancos numa operação secreta que foi até escondida dos juízes responsáveis pelo processo.

Para evitar a ação do juiz de instrução Ivo Rosa no caso das armas furtadas em Tancos, considerada um obstáculo pela Polícia Judiciária (PJ) e pelo Ministério Público (MP), a Unidade Nacional de Combate ao Terrorismo da PJ, liderada então pelo atual diretor da Judiciária, Luís Neves, e o Departamento Central de Investigação e Ação Penal montaram e mantiveram ativa uma polémica "operação encoberta preventiva" que, durante mais de um ano, visou o principal suspeito de ser o mandante do assalto aos paióis de Tancos – João Paulino.

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