Passos garante que cortes salariais em 2014 são temporários

05 de março de 2014

Política

O primeiro-ministro garantiu hoje, no debate quinzenal no Parlamento, que os cortes salariais impostos em 2014 na função pública são temporários, mas avisou que Portugal não vai poder voltar às remunerações anteriores à crise económico-financeira.

"Há medidas que são temporárias e nós temo-las assumido como temporárias. Dou-lhe um exemplo claro: os cortes salariais que foram na função pública ainda para este ano (2014) são temporários. Se é verdade que não podemos regressar ao passado, à mesma bitola salarial, também não podemos manter, 'ad aeternum', este nível de desvio e de distorção do leque salarial da administração pública porque isso põe em causa o seu futuro", afirmou Passos Coelho, em resposta ao líder comunista, Jerónimo de Sousa.

O secretário-geral do PCP tinha questionado o líder do executivo da maioria PSD-CDS-PP sobre quais são as medidas que o Governo tem para apresentar, designadamente "os anunciados cortes adicionais previstos de dois mil milhões de euros".

"Há uma diferença entre vestir uma cinta e comprimir as despesas ou realmente emagrecer o Estado. Não há um português que não tenha a noção clara de que não podemos voltar exactamente aos níveis de remuneração que tínhamos antes desta crise. Não é possível. Agora, apresentaremos essas medidas que nos permitem manter a trajectória orçamental, seja do lado das pensões, seja das remunerações da administração pública", afirmou Passos Coelho.

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