O Presidente da República lamentou as mortes provocadas pela tempestade e manifestou "a sua solidariedade e sentidas condolências às famílias enlutadas".
O Presidente da República esteve hoje na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), acompanhado pela ministra da Administração Interna, para se inteirar do ponto da situação provocada pela tempestade Kristin.
MarceloRODRIGO ANTUNES/LUSA
Esta visita, que não foi previamente anunciada à comunicação social, foi divulgada através de uma nota no sítio oficial da Presidência da República na Internet, perto das 19:40, na qual o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou as mortes provocadas pela tempestade e manifestou "a sua solidariedade e sentidas condolências às famílias enlutadas".
Segundo a mesma nota, na reunião com a direção da ANEPC, hoje ao fim da tarde, acompanhado pela ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, o Presidente da República inteirou-se "do ponto da situação provocada pela tempestade" e "das medidas em curso para recuperar as redes de fornecimento de água, energia e telecomunicações, bem como das consequências das quedas de árvores, estruturas e outras destruições de bens".
"O Presidente da Republica exprimiu a todas as autoridades de Proteção Civil o reconhecimento pelo trabalho de prevenção e de resposta a uma ocorrência que há muitos anos não se verificava em Portugal", lê-se na nota.
Pelo menos cinco pessoas morreram em consequência da passagem da depressão Kristin por Portugal continental na madrugada e manhã de hoje, que deixou um rastro de destruição em especial nos distritos de Leiria e de Coimbra.
A tempestade, que tinha posto o território nacional em alerta vermelho, provocou mais de 4.100 ocorrências até às 14:00 de hoje, número que as autoridades admitem que ainda possa aumentar, apesar de a Kristin já ter deixado Portugal continental e estar agora a atingir a Espanha.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, esteve também hoje à tarde, entre cerca das 15:30 e as 17:00, na sede da ANEPC, em Carnaxide, no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, onde teve uma reunião, acompanhado pela ministra da Administração Interna, numa visita que também não teve anúncio prévio à comunicação social.
"Estamos a fazer uma avaliação de tudo aquilo que são as consequências no terreno e de todos os instrumentos que podemos utilizar para uma reposição mais célere da situação e, portanto, para que possamos ter a normalidade completamente restabelecida", disse o chefe do Governo PSD/CDS-PP aos jornalistas que se encontravam no local, no fim da reunião.
O primeiro-ministro referiu que o Governo está em contacto com as autarquias locais e irá para o terreno fazer um levantamento das consequências.
Quanto a apoios, declarou: "Não excluímos nada, mas também não vamos tomar medidas sem a devida fundamentação".
Marcelo esteve na Proteção Civil com a ministra da Administração Interna
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