A SÁBADO noticiou que um jornalista foi abordado por agentes da GNR que lhe perguntaram por que questionava deputados, chamando em seguida um superior que "proibiu a continuação da reportagem".
A Associação de Jornalistas Parlamentares (AJPAR) manifestou esta quarta-feira preocupação face à intervenção dos serviços de segurança da Assembleia da República junto de um jornalista da SÁBADO no decorrer do seu trabalho, para o qual estava devidamente credenciado.
ParlamentoAntónio Cotrim/Lusa
A AJPAR "manifesta a preocupação face ao episódio da intervenção dos serviços de segurança da Assembleia da República junto do jornalista Tomás Guerreiro, da revista SÁBADO, quando este se encontrava em plenas funções, devidamente credenciado e em local autorizado", refere um comunicado hoje divulgado.
"No caso em apreço, o jornalista estava identificado com a credencial, sendo incompreensíveis as razões que terão levado à intervenção dos serviços de segurança, e ainda mais inaceitáveis as considerações sobre a necessidade de "autorização" para realizar trabalho jornalístico", considerou a AJPAR.
A SÁBADO noticiou na quarta-feira que um jornalista da revista foi abordado no passado dia 20 por agentes da GNR, do corpo de segurança da Assembleia da República, e perguntaram-lhe por que questionava deputados, chamando em seguida um superior que "proibiu a continuação da reportagem sem autorização especial".
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Segundo a SÁBADO, o jornalista questionava, em local autorizado, deputados da bancada do PSD sobre em quem iriam votar na segunda volta das presidenciais, face à posição assumida pelo presidente do partido e primeiro-ministro, Luís Montenegro, de não dar indicação de voto.
De acordo com a descrição feita na edição online da revista, divulgada na terça-feira, um agente "informou o jornalista da SÁBADO que não podia continuar a fazer perguntas a deputados".
No comunicado, a AJPAR refere que pediu esclarecimentos junto dos gabinetes do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, e da Secretaria-geral do parlamento.
A AJPAR recordou que "desde os anos 90 do século passado, quando no caso conhecido como a "Guerra dos Corredores" existiu uma tentativa de limitar o acesso e permanência dos jornalistas nos corredores dos grupos parlamentares, ficou estabelecido que os jornalistas podem circular nesses espaços, o que tem acontecido com toda a tranquilidade e respeito pelas regras de boa convivência".
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