Não é visível a presença da polícia nas imediações da praça em que houve carga policial durante a madrugada.
Dez tendas estão desde as 22:30 montadas na Praça D. João I, Porto, cumprindo o aprovado cerca de uma hora antes na assembleia popular, continuando sem estar visível a presença da polícia nas imediações.
Mulher deposita flores em tenda na Praça D. João I, Porto (fotografia de dia 28)ESTELA SILVA / EPA
Na reunião do movimento pela habitação com as cerca de 2.500 pessoas presentes na praça, foi dito que a PSP não irá intervir na próxima madrugada, uma situação que apenas se poderá verificar depois da 00:30, hora limite para as manifestações.
No local permanecem umas largas centenas de pessoas, dado que, com o avançar da hora e o baixar da temperatura, se tenha apressado a saída de grande parte dos que, que desde as 17:00, encheram a praça da acampada.
A PSP dispersou na madrugada de hoje as acampadas pelo direito à habitação no Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, retirando cerca de 100 tendas. A intervenção culminou em cargas policiais e arremesso de objetos, provocando mais de duas dezenas de feridos entre manifestantes e polícias.
A atuação policial motivou um pedido de esclarecimentos do Presidente da República ao Governo e à Provedora de Justiça, e o anúncio de uma queixa-crime, por parte de um advogado, por abuso de poder contra o ministro da Administração Interna e o diretor da PSP.
Nos acampamentos, que começaram a 10 de outubro, os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos "verdadeiramente acessíveis" à renda.
Habitação. Dez tendas montadas na Praça D. João I, no Porto, desde as 22h30
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