Eles chegaram. “Não vamos arranjar um nome fofinho, somos liberais”

Octávio Lousada Oliveira 23 de setembro de 2017

Fundadores da Iniciativa Liberal entregaram as assinaturas no Tribunal Constitucional. A meta está traçada: ter deputados em Lisboa e Bruxelas em 2019

Tudo começou com um aperto de mão entre Alexandre Krauzs, 42 anos, consultor político para as áreas da Segurança e da Defesa da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa (ALDE) e Rodrigo Saraiva, 41, consultor de comunicação. Ambos estavam convictos de que havia um espaço por preencher no espectro político português e decidiram, por isso, criar um movimento de liberais. Tencionavam formar um partido, mas ainda era cedo. Havia muitos passos para dar.

A 23 de Dezembro de 2015, num almoço de Natal no restaurante A Cisterna, em Lisboa, reuniram alguns dos que pensavam como eles – e que até eram militantes do ALDE - e desafiaram Bruno Soares, 38, consultor na área de tecnologias de informação a ser presidente da Iniciativa Liberal. Estavam de acordo no diagnóstico que faziam da realidade política em Portugal: demasiada abstenção e números invulgares de votos brancos e nulos. Concluíam, portanto, que havia um problema do lado da oferta ideológica e também partidária.

Assim, em Setembro do ano passado criaram a Associação Iniciativa Liberal, inspirando-se no Manifesto Liberal de Oxford (1947) e olhando para exemplos políticos já com bastante expressão na Europa como o Ciudadanos, em Espanha, ou os Lib Dems, no Reino Unido. Redigiram, com recurso a mais de três mil contributos, o Manifesto Portugal Mais Liberal, recolheram mais de 9.000 assinaturas – embora a lei imponha 7.500 - e, na quarta-feira, 20, entregaram por fim toda a papelada exigida pelo Tribunal Constitucional para formalizarem o 22.º partido português.

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