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Proteção Civil eleva estado de prontidão para nível máximo devido ao mau tempo

"Carácter destrutivo" da próxima tempestade está a deixar as autoridades em alerta. Proteção Civil diz estar a "antecipar eventuais necessidades de alojamento de emergência de pessoas".

Depois da depressão Ingrid e da Joseph, agora é a vez da Kristin. Face ao "carácter destrutivo muito significativo" dessa tempestade, a Proteção Civil decidiu elevar esta terça-feira o estado de prontidão para o nível quatro - o máximo - entre Setúbal e Viana do Castelo.

Mau tempo provocou o deslizamento de terras na freguesia de Sistelo, Arcos de Valdevez
Mau tempo provocou o deslizamento de terras na freguesia de Sistelo, Arcos de Valdevez HUGO DELGADO/LUSA

A tempestade Kristin trará "ventos muito intensos nas zonas Norte e Centro e já há diversos avisos vermelhos emitidos para o território do Continente", começou por esclareceu Nuno Lopes, do IPMA, numa conferência de imprensa conjunta com a Proteção Civil. "Não é só vento, temos também a precipitação, a queda de neve, a agitação marítima... Mas aqui o foco, e que foi o que nos levou a nomear a depressão, é o vento que pode ser muito muito intenso."

Segundo o presidente da Proteção Civil, José Manuel Moura, o expectável é que o mau tempo se faça sentir principalmente entre as 15h desta terça-feira e as 6h de quarta-feira, isto porque os ventos podem atingir os 140 km/h. Recomendou, por isso, a fixação de estruturas soltas.

O comandante nacional da Proteção Civil, José Ribeiro, considerou que este se trata de um "fenómeno complexo" e, por estar em causa a "segurança de pessoas e bens", anunciou a elevação do "estado de prontidão especial para o nível quatro". "Significa uma prontidão de até 100% dos dispositivos num prazo de 12 horas", explicou.

O mesmo comandante afirmou ainda que a Proteção Civil irá "efetuar um conjunto de pré-posicionamentos em locais estratégicos para poder responder à procura operacional que estimamos". Além disso, enumerou outras medidas que serão colocadas em prática, nomeadamente: "trabalhar na área do apoio social, antecipar eventuais necessidades de alojamento de emergência de pessoas, e ver com os operadores rodoviários um conjunto de medidas de mitigação do impacto da situação".

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