Costa: "Foi um ano particularmente saboroso para Portugal"

Cátia Andrea Costa 13 de dezembro de 2017

Primeiro-ministro lembrou como o cenário mudou ao longo dos últimos 12 meses para o País e fez uma piada com Centeno e Dijsselbloem.

O primeiro-ministro, António Costa, não tem dúvidas: 2017 "foi um ano particularmente saboroso para Portugal". Na recepção natalícia oferecida pela representação permanente de Portugal junto da União Europeia, Costa lembrou como o cenário mudou ao longo dos últimos 12 meses e ainda fez piadas com a nomeação de Márcio Centeno para presidente do Eurogrupo.

"Há um ano estávamos aqui, apesar de tudo, já a celebrar não nos terem sido aplicadas sanções, estávamos aqui com alguma esperança de que iríamos conseguir mesmo sair do procedimento por défice excessivo. Mas, a verdade é que podemos olhar para o ano de 2018 já sem receio de sanções, já sem receio de termos de ter novas discussões sobre décimas nominais ou estruturais para o procedimento de défice excessivo e até encarando já com normalidade que o ministro das Finanças português possa ser o próximo presidente do Eurogrupo", referiu.

Introduzindo então a sua nota irónica sobre a diferença de perspectivas do actual e futuro presidentes do fórum informal de ministros das Finanças da zona euro sobre os países do sul da Europa, numa alusão às polémicas declarações de Dijsselbloem sobre os países do sul não terem legitimidade para pedir dinheiro depois de o gastarem em "álcool e mulheres", António Costa atirou: "Se nenhuma outra vantagem tiver, uma pelo menos seguramente [terá]: não teremos um presidente do Eurogrupo a ter uma visão idêntica à que o actual [Jeroen Dijsselbloem] tinha sobre os países do sul da Europa."

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