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09 de março de 2026 às 11:09
Isabel Dantas
Seguro: "Sou livre. Trarei todos os partidos por igual"
António José Seguro começou no seu discurso por saudar os elementos da AR, que "representam o povo português". "Assumo perante vós a honra e o povo português a honra de representar Portugal como Presidente da República. Fico agradecido aos portugueses pela honra que depositaram em mim."
Dirigiu ainda "uma palavra de gratidão" a Marcelo Rebelo de Sousa" pelo seu "amor a Portugal". "Fica a gratidão e o afeto de um País que sentiu sempre a sua presença nos momentos mais importantes", acrescentou, lembrando que o vai condecorar ainda esta segunda-feira.
Seguro deixou também uma palavra aos anteriores Presidentes da República, ao rei Filipe VI de Espanha - "a relação entre Portugal e Espanha tem demonstrado construir convergências duradouras", constatou - bem como aos outros chefes de Estado presentes, enaltecendo a importância da comunidade de língua portuguesa.
Depois, abordou a atual conjuntura internacional. "Vivemos tempos de mudanças profundas e roturas. A força da lei foi substituída pelo poder dos mais fortes. A guerra regressou a Europa a competição geopolítica intensifica-se, as alterações climáticas impõem urgência. Nenhum país consegue enfrentar sozinho esta realidade. Esta nova realidade exige mais rigor e empenhamento de todos nós. Portugal enfrenta desafios estruturais que se arrastam há tempo demais, uma economia baseada em baixos salários, envelhecimento demográfico, insegurança para os mais idosos, desconfiança nas instituições e na política."
"Ciclos eleitorais de dois anos não são desejáveis, tudo farei para estancar esse frenesim eleitoral. Portugal precisa de um compromisso político claro, com o contributo do maior número possível . É urgente e vital que consigamos alcançar resultados assinaláveis, só assim o País será viável", acrescentou.
Seguro promete "promover o diálogo" até porque "as legislaturas são para cumprir". O novo PR não quer eleições a cada dois anos e lembra que a próxima ida dos portugueses às urnas está agendada apenas para daqui a três anos.
"Portugal enfrenta desafios profundos que a só a nós cabe superar. Mas há muitos que só podem ser enfrentados com os nossos parceiros", sublinha, garantindo que Portugal "precisa de melhor Europa". "A vontade nacional é essencial, empenhar-me-ei nessa vontade. Serei um Presidente próximo das pessoas, que escuta e compreende as suas preocupações. Estarei atento às desigualdades, serei exigente com as instituições e responsáveis políticos, sempre com o intuito de melhorar as condições dos portugueses. Sou livre. Trarei todos os partidos por igual. Mas sei que as minhas decisões não agradarão a todos."
E a terminar: "Avancemos juntos, com coragem para mudar e sabedoria para podermos vencer. Viva Portugal!"
Todos os partidos, com exceção do Bloco de Esquerda e do PCP, aplaudem o discurso do novo Presidente da República.
Seguro pede 'compromisso político claro' para Portugal. Presidente de tudo fará 'para estancar frenesim eleitoral'