A vida nova dos prédios emblemáticos do Estado Novo

A vida nova dos prédios emblemáticos do Estado Novo
Marco Alves 21 de janeiro de 2017

O escritório de Salazar é uma suite de luxo e o prédio onde morou vai ser vendido. A PIDE em Lisboa é um condomínio e em Coimbra nasceu um hostel

O destino dá muitas voltas e às vezes é de carro. Há mais ou menos um ano deu-se a coincidência de António Marinho e Pinto, actualmente eurodeputado português em Estrasburgo, estar a comprar um Peugeot em Coimbra quando o vendedor lhe perguntou se por acaso não queria também adquirir um imóvel de que era proprietário. Um edifício bonito, com rés-do-chão e primeiro andar, no nº 125 da Rua Antero de Quental. Marinho Pinto disse que não, e acrescentou: "Lamento que esse edifício seja vendido."

Construído nos anos 20 por um emigrante português regressado do Brasil, foi revendido a um amigo no fim dos anos 40 e depois "tomado" pelo governo de António Salazar para aí instalar uma secção regional da PIDE (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado), mais tarde DGS (Direcção-Geral de Segurança).

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O mesmo local é hoje uma suíte de luxo do hotel Pestana Pousada de Lisboa

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