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Ucrânia: Aguiar-Branco recebe hoje presidente do parlamento ucraniano que discursa em plenário

Lusa 06 de maio de 2026 às 07:24

Ruslan Stefanchuk é recebido a meio da manhã com honras de Estado por José Pedro Aguiar-Branco na Assembleia da República.

O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, recebe esta quarta-feira no Parlamento português o seu homólogo ucraniano, Ruslan Stefanchuk, e os dois vão discursar na abertura da sessão plenária após reunirem-se com delegações dos partidos.

FILIPE AMORIM/LUSA

De acordo com o programa da sua visita a Portugal, Ruslan Stefanchuk é recebido a meio da manhã com honras de Estado por José Pedro Aguiar-Branco na Assembleia da República.

Pelas 11:00, os presidentes dos parlamentos português e ucraniano têm uma reunião com representantes dos grupos parlamentares, deputados únicos de partidos representados na Assembleia da República e membros do Grupo de Amizade Portugal/Ucrânia.

Após o almoço entre os presidentes dos parlamentos de Portugal e Ucrânia, José Pedro Aguiar-Branco e Ruslan Stefanchuk discursam na abertura da sessão plenária de hoje, pelas 15:00.

Depois, a meio da tarde, os dois inauguram uma exposição sobre a guerra na Ucrânia, que está patente no Centro Interpretativo do Parlamento.

Em março do ano passado, José Pedro Aguiar-Branco, visitou Kiev, a convite do seu homólogo ucraniano.

Na capital da Ucrânia, após ter participado numa cerimónia evocativa do massacre de Butcha pelas tropas russas, José Pedro Aguiar-Branco fez um discurso na cimeira de presidentes de parlamentos em que advertiu que a paz "requer força efetiva e política para ser conquistada".

"Se é verdade que a paz tem de ser negociada, também é verdade que ela tem de ser conquistada. Há sempre um elemento de força -- força política e força efetiva - associado a qualquer processo que vise a paz", sustentou.

O presidente da Assembleia da República avisou também que a erosão das democracias apenas interessa aos poderes imperialistas e Branco e salientou que "qualquer solução de paz passa necessariamente pela justiça".

"A justiça não pode ficar relegada, ou esquecida. Não há paz - as pessoas não terão paz -- se forem constantemente assoladas por um sentimento de injustiça pelo enorme sentimento causado pelas forças invasoras", frisou nessa ocasião.

"A luta da Ucrânia é necessariamente a luta da Europa livre e do mundo baseado em regras", acrescentou.

Em 24 de fevereiro passado, quando se assinalaram quatro anos da invasão russa, o presidente da Assembleia da República frisou que Portugal continua ao lado do povo ucraniano "sem hesitações, em defesa da democracia e do Estado de Direito".

"Este é um dia que nos recorda que a paz, a democracia e a liberdade nunca podem ser dadas como adquiridas. Têm de ser preservadas e construídas todos os dias, por cada um de nós", referiu.

José Pedro Aguiar-Branco e Ruslan Stefanchuk encontraram-se esta segunda feira, em Copenhaga, durante a conferência de presidentes de parlamentos da União Europeia.

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