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Sindicato considera inaceitável abordagem ao jornalista da SÁBADO no Parlamento

Lusa 29 de janeiro de 2026 às 13:10

O jornalista Tomás Guerreiro foi abordado no passado dia 20 por elementos do corpo de segurança da AR, depois de interpelar deputados do PSD sobre o sentido de voto na segunda volta das eleições.

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) considerou esta quinta-feira "intolerável e inaceitável" a abordagem ao jornalista da SÁBADO na Assembleia da República (AR), afirmando ser um "atentado à liberdade de imprensa".
Parlamento discute e vota OE 2026 na especialidade António Cotrim/Lusa
Segundo uma notícia da SÁBADO, o jornalista da revista Tomás Guerreiro foi abordado no passado dia 20 por elementos do corpo de segurança da Assembleia da República, depois de interpelar os deputados do PSD sobre o sentido de voto na segunda volta das eleições presidenciais. "É intolerável e inaceitável a forma como um jornalista foi abordado por elementos da segurança da Assembleia da República, instado a identificar-se e impedido de prosseguir com o trabalho que estava a fazer no parlamento", afirma o SJ num comunicado divulgado hoje. Para o sindicato, a justificação, dada pela Secretaria da AR, de que os serviços de segurança foram ativados para garantir a "segurança de pessoas e bens" é, "no mínimo, tão ofensiva como a atuação das forças de segurança".
O sindicato "não aceita a coação e a exibição de autoridade para limitar direitos dos jornalistas", cujos direitos da sua atividade estão "consagrados nas Leis produzidas dentro das paredes da Assembleia". "Quando os eleitos do povo olham para os jornalistas como uma ameaça à segurança de pessoas e bens, pelo simples facto de terem uma caneta e um bloco de notas, algo está errado, muito errado, merecendo profunda reflexão", lê-se no documento. O SJ defende que s serviços de segurança da AR existem para "garantir a segurança de todos os que trabalham ou passam, devidamente autorizados e identificados, pela casa do povo", não para estar ao serviço "de queixas de uns quantos eleitos que querem evitar a todo o custo o escrutínio, recorrendo até a serviços policiais pagos por todos nós".
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