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Secretas não foram avisadas de ameaças contra Luís Montenegro e Marcelo Rebelo de Sousa

Negócios 23 de junho de 2026 às 08:47

Polícia Judiciária e Ministério Público não partilharam a informação sobre os ataques que o Movimento Armilar Lusitano (MAL) estava a planear com o Serviço de Informações de Segurança. Por isso, não foi feita a avaliação da segurança das mais de 170 pessoas que integravam a "Lista dos Indesejáveis".

Os serviços de informação não foram informados dos ataques que o Movimento Armilar Lusitano (MAL) estava a planear contra o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e contra o agora ex-Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, avança o  nesta terça-feira. 

Montenegro Marcelo Tiago Petinga/Lusa

O Serviço de Informações de Segurança (SIS) refere que "não foi partilhada qualquer informação com a Unidade de Coordenação Antiterrorismo (UCAT), órgão que coordena e partilha de informações no âmbito da ameaça e do combate ao terrorismo. Diz ainda que "qualquer situação partilhada com o SIS que exija uma avaliação urgente de ameaça é respondida imediatamente". Ou seja, como a informação não foi partilhada com as secretas, não foi feita a avaliação da segurança das mais de 170 pessoas que integravam a "Lista dos Indesejáveis".   

Na lista constavam os nomes de mais de 170 pessoas (incluindo políticos, jornalistas, comentadores e ativistas) e mais de 50 organizações. Os planos do MAL foram conhecidos no final do ano passado, após a conclusão de perícias informáticas aos oito terabytes de dados apreendidos nas buscas feitas em junho desse ano. Apesar de saberem dos planos previstos, tanto a Polícia Judiciária (PJ) como o Ministério Público optaram por não partilhar a informação na UCAT.

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