PSD/Congresso: Pinto Luz diz que Governo jamais aceitaria hipotecar pensões dos nossos filhos e netos
Ministro classificou Luís Montenegro como "um homem íntegro, um homem de fibra".
O ministro Miguel Pinto Luz afirmou hoje que o Governo jamais aceitaria ceder ao Chega e com isso colocar em causa e hipotecar as pensões das gerações futuras, acentuando que essa é uma linha vermelha "absolutamente intransponível".
Esta posição foi transmitida pelo ex-vice-presidente social-democrata e atual ministro das Infraestruturas e da Habitação de Portugal na intervenção que proferiu perante o Congresso Nacional do PSD, que decorre em Anadia, distrito de Aveiro.
Miguel Pinto Luz começou por se referir à sua experiência enquanto membro dos governos liderados por Luís Montenegro nos últimos dois anos, dizendo que é "testemunha do sentido de Estado" e da opção do primeiro-ministro de colocar os interesses do país acima de tudo.
"Ninguém compreenderia que o PSD renegasse o contrato social entre gerações e hipotecasse as pensões futuras dos nossos filhos e netos. Estamos aqui por eles. Essa era uma linha absolutamente vermelha e intransponível", declarou o dirigente social-democrata, numa alusão a uma das condições colocadas pelo Chega para viabilizar a falhada reforma da proposta de revisão das leis laborais: a descida da idade da reforma.
Neste contexto, Miguel Pinto Luz classificou Luís Montenegro como "um homem íntegro, um homem de fibra".
"Tem um Governo a seu lado. E, deixem-me dizer-vos, se não passam pelo primeiro-ministro, também pelo Governo também não passarão, porque temos homens e mulheres absolutamente também intransponíveis", advogou o membro do executivo.
Nesse sentido, destacou a ação dos ministros das pastas do Trabalho, das Finanças, da Economia e dos Negócios Estrangeiros, mas, igualmente, a bancada social-democrata.
"Sou testemunha destes deputados e deputadas do PSD, que não permitem - não há Chega, não há PS, não há ninguém - que se ultrapasse à frente do interesse dos portugueses", acrescentou.