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PSD/Congresso: Fernando Alexandre considera que Montenegro recuperou matriz social-democrata

Lusa 20 de junho de 2026 às 17:41

Fernando Alexandre comparou a atual governação à de Cavaco Silva.

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, considerou este sábado, numa intervenção no Congresso do PSD, que Luís Montenegro recuperou a matriz social-democrata do partido que caracterizou os governos de Aníbal Cavaco Silva.

Fernando Alexandre, ministro da Educação Lusa

Fernando Alexandre discursou no 43.º Congresso Nacional do PSD em Anadia, no distrito de Aveiro, pouco depois do ministro da Administração Interna, Luís Neves, que falou do trabalho da sua equipa por "um país onde a segurança protege a liberdade" e criticou os que "olham para tudo isto como profetas de uma desgraça".

"O meu registo vai ser muito ao do anterior companheiro. Eu gostava de começar por referir que uma das mudanças que os governos liderados por Luís Montenegro trouxeram ao nosso país e também ao PSD foi a recuperação da sua matriz social-democrata, que é única no espectro partidário português, que coloca uma centralidade na justiça social e também na competitividade não sendo elas antagónicas, mas antes complementares", declarou.

Segundo o ministro da Educação, Ciência e Inovação, que é militante do PSD, Luís Montenegro está a liderar o partido e o Governo "na boa linha daquilo que marcou essa matriz do PSD e que foram os governos de Aníbal Cavaco Silva".

Fernando Alexandre comparou a atual governação à de Cavaco Silva: "Um foco no bom serviço público na educação, na saúde, na segurança, em múltiplas áreas, ao mesmo tempo que, com uma agenda transformadora, procuramos recuperar uma trajetória de crescimento mais forte para o nosso país".

"Vamos fazer Portugal maior com a liderança de Luís Montenegro", exclamou.

Nesta fase dos trabalhos, a seguir ao almoço, interveio também a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, mas o primeiro discurso a levantar os delegados no Velódromo Nacional de Sangalhos foi o militante de Faro José Gameiro, que elogiou as medidas do Governo PSD/CDS-PP e, sobretudo, as qualidades do primeiro-ministro.

"Afinal quem é que tirou o PSD de anos consecutivos de oposição?", interrogou, acrescentando: "Tudo isto só foi possível porque tenho aqui à minha frente o homem que é primeiro-ministro de Portugal, que governa brilhantemente o nosso país".

A seguir, José Gameiro fez um apelo, que foi prontamente acolhido pelos congressistas: "O Congresso que se levanta! Levantem-se!".

Ao reiniciar os trabalhos, o presidente da Mesa do Congresso, Miguel Albuquerque, informou que havia 78 inscritos, mais os ministros do XXV Governo Constitucional presentes em Anadia, e que, "com a anuência do senhor primeiro-ministro", também os governantes iriam ter tempo limitado, porque "é fulcral é os militantes de base" puderem intervir no Congresso.

Na sua intervenção, Luís Neves assinalou que era a sua primeira vez num Congresso do PSD, agradeceu o convite do primeiro-ministro para assumir as funções de ministro da Administração Interna, há cerca de três meses, e prometeu continuar a trabalhar "por um país com lei, com ordem, com disciplina, um país onde a segurança protege a liberdade e garante que todos possam exercer plenamente os seus direitos, num Estado de direito democrático".

Antes, Maria da Graça Carvalho, militante do PSD, defendeu a atuação do Ministério do Ambiente em vários setores e na resposta aos danos causados pelas tempestades do inverno: "Reagimos de imediato. Investimos na recuperação de diques e infraestruturas hidráulicas, na recuperação das praias. Acabámos todas as obras urgentes a tempo".

A ministra do Ambiente e Energia alegou que durante a anterior governação do PS "parece ter havido uma vontade expressa de complicar e atrasar os investimentos" e afirmou que o Governo PSD/CDS-PP está a travar um "combate ao imobilismo", .

"Combater esta cultura de imobilismo é uma das nossas bandeiras, é uma tarefa difícil, que exige mudanças, mas vamos fazê-lo. Não vamos desistir de transformar Portugal", acrescentou.

Miguel Albuquerque felicitou-a pela intervenção e pediu-lhe que "meta essa coisa nos 'media', meta esses sucessos todos, que as pessoas querem saber disso".

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