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Portugueses elegem "Enfermeiro" como "Palavra do Ano" de 2018

05 de janeiro de 2019 às 18:23

A palavra "Enfermeiro" alcançou 37,8% dos 226 mil votos validados, uma "votação recorde" na iniciativa da Porto Editora.

A "Palavra do Ano" de 2018 é "enfermeiro", que alcançou 37,8% dos 226 mil votos validados, foi este sábado anunciado pela Porto Editora, numa sessão na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto.

Uma "votação recorde", disse à agência Lusa Paulo Rebelo Gonçalves, da Porto Editora, que promove a iniciativa que completa este ano uma década.

Da lista de dez palavras colocadas à votação durante o mês de dezembro, em www.palavradoano.pt, em segundo lugar ficou o vocábulo "professor", com 33,4%.

A escolha inicial do termo "enfermeiro" tinha sido justificada pela Porto Editora com os vários movimentos de protesto desta classe, ao longo do ano passado e que continuam em 2019: "Os enfermeiros reclamam aumentos salariais, uma progressão mais rápida na carreira e a contratação de mais profissionais", uma situação idêntica à dos professores, que "continuam a lutar pela contabilização da totalidade do tempo de serviço prestado durante o congelamento de carreiras", afirmou a editora.

No terceiro lugar, ficou "toupeira" com 10,6%, no quarto posto "privacidade" (3,1%) e, a meio da tabela, no 5.º, ficou "assédio" (2,9%).

Paulo Rebelo Gonçalves qualificou a participação como "verdadeiramente histórica", com 226.000 votos validados. No ano passado contaram-se 30.000 votos, o que leva Paulo Rebelo Gonçalves a afirmar que "o excecional nível de participação demonstra que esta iniciativa está definitivamente consolidada no calendário dos portugueses".

O responsável da Porto Editora disse à Lusa que "a escolha dos portugueses poderá refletir uma preocupação acentuada quanto à situação envolvendo a classe dos enfermeiros, algo que poderá ser extensível aos professores, atendendo à elevada votação que a respetiva palavra registou".

Na segunda parte da tabela ficaram "populismo", com 2,8%, "extremismo", com 2,6%, "paiol" com 2,5%, "sexismo" (2,3%) e, em último, "especulação" (2%).

Quanto às palavras que têm sido eleitas e às candidatas, Paulo Rebelo Gonçalves disse que têm permitido "um retrato sociológico do país na última década".

"Quer através das palavras eleitas, quer das que compuseram a lista, nós olhamos para elas e percebemos o que se passou naquele ano, e porque é que escolheram aquela palavra", disse.

A palavra "enfermeiro" junta-se assim à lista das vencedoras da iniciativa que inclui "esmiuçar" (2009), "vuvuzela" (2010), "austeridade" (2011), "entroikado" (2012), "bombeiro" (2013), "corrupção" (2014), "refugiado" (2015), "geringonça" (2016) e "incêndios" (2017).

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