PCP de Coimbra acusa vereador demissionário de “falta de lealdade”
O ex-presidente dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra está sob suspeita de ter feito ajustes diretos, no montante de 200 mil euros, a uma empresa a que estão ligados um filho e um sobrinho.
A Comissão Concelhia de Coimbra do PCP condenou "com veemência", esta segunda-feira, presumíveis atos ilícitos alegadamente praticados por um vereador da Câmara local (PS) enquanto presidente dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos (SMTUC).
"Tais atos de favorecimento de familiar, agora conhecidos, para além de configurarem um grosseiro atropelo ao regime de incompatibilidades e impedimentos, assumem gravidade acrescida pela ocultação aos SMTUC, ao seu Conselho de Administração e à Câmara Municipal", alega a Concelhia conimbricense do Partido Comunista.
Acresce, segundo o PCP, que "a ligação de uma empresa" fornecedora dos SMTUC "a familiares" do vereador demissionário, Jorge Alves (PS) "teria de ser do conhecimento do autarca, que, contudo, demonstrou falta de lealdade e de probidade".
O vereador eleito pela CDU para a Câmara de Coimbra, Francisco Queirós, e a vereadora Regina Bento (PS) são vogais do CA dos SMTUC, a quem o líder da autarquia, Manuel Machado (PS), acaba de reiterar confiança, imediatamente depois de ter tomado conhecimento da renúncia de Jorge Alves.
O ex-presidente dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra está sob suspeita de ter feito ajustes diretos, no montante de 200 mil euros, a uma empresa a que estão ligados um filho e um sobrinho.
Fonte próxima do autarca demissionário disse àSÁBADOque Alves se sente "farto de ser difamado em ‘sites’ defensores de interesses que ele pôs em causa".
O PSD e o movimento "Somos Coimbra", que estarão na iminência de se entenderem para uma candidatura conjunta à liderança do Município conimbricense, também censuraram os supostos atos ilícitos alegadamente praticados pelo anterior presidente dos SMTUC.
Para o "Somos Coimbra", liderado por José Manuel Silva, tido como potencial candidato à presidência da Câmara local ao abrigo de um acordo com o PSD, urge averiguar "as circunstâncias que levaram a que quase todas as aquisições de autocarros dos SMTUC nos últimos anos tenham sido feitas a uma só empresa" (diferente da sociedade a que estão ligados familiares de Jorge Alves).
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