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País ficará em suspenso à espera dos votos da diáspora nas Presidenciais? CNE esclarece procedimento
Perspetiva-se que o número de votantes deva diminuir relativamente às legislativas, devido à lei eleitoral.
Os votos da emigração nas legislativas de 2025, contados cerca de dez dias após a divulgação do resultado provisório da eleição em Portugal, acabou por determinar a reconfiguração das forças políticas na Assembleia da República — dando mais dois deputados ao Chega e relegando o PS para terceiro partido em número de mandatos. Mas esse fenómeno não deverá repetir-se nestas eleições presidenciais, porque a dinâmica de voto é diferente - e o país não ficará em suspenso à espera dos boletins vindos do estrangeiro.
Urnas fechadas no Benfica, votos a serem contados após dia de eleições
Benfica
Contestação
O registo dos emigrantes nas presidenciais é automático para quem tenha Cartão de Cidadão com morada atualizada no estrangeiro, ficando recenseado no posto consular correspondente à sua residência. A votação é presencial, em embaixadas, consulados ou noutros locais definidos pelas autoridades consulares. Paulo Costa, presidente e fundador do movimento Também Somos Portugueses (TSP), disse à Lusa que muitos dos portugueses no estrangeiro sentem "uma grande frustração porque a Assembleia da República não tem feito modificações no sentido de simplificar as leis eleitorais". Apesar do esclarecimento promovido pelo Governo português, são significativos os eleitores com dúvidas, alguns ainda a aguardarem o boletim de voto para votarem por via postal, como é possível no caso das eleições legislativas. Por esta razão, Paulo Costa garante que o TSP vai propor à Assembleia da República, que os eleitores sejam contactados através de um email, com a informação sobre como podem votar em cada ato eleitoral. Nas eleições no estrangeiro, a participação dos emigrantes portugueses tem sido historicamente muito baixa, mas há diferenças entre os tipos de eleição. Nas presidenciais de 2021, apenas 29.153 emigrantes votaram, de um total de 1.549.380 recenseados, enquanto nas legislativas de 2025 a participação foi relativamente maior: dos 1.584.722 emigrantes inscritos nos círculos da Europa e Fora da Europa, 352.503 exerceram o seu direito de voto, correspondendo a uma taxa de participação de cerca de 22,24%. Caso haja segunda volta, serão distribuídos novos boletins de voto. Contudo, alguns emigrantes poderão ter de utilizar os boletins da primeira volta se os novos não chegarem a tempo, segundo fonte oficial do CNE explicou à agência Lusa. Esta é a solução encontrada pela CNE, dado que o espaço temporal entre a primeira e a segunda volta pode não ser suficiente para a distribuição de novos boletins em todos os locais de voto da diáspora.Artigos Relacionados
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