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Médico que socorreu manifestantes diz que só ele atendeu "mais de dez pessoas" com "traumatismo"

Luana Augusto 25 de outubro de 2026 às 18:57

João Raposo afirmou ainda que a polícia não estava a deixar passar o INEM quando se deram os confrontos com os manifestantes.

O médico do trabalho João Raposo, que está este domingo presente na manifestação pelo direito à habitação em Lisboa, disse publicamente que só ele socorreu esta madrugada "mais de 10 pessoas" com "traumatismo cranioencefálico" - uma lesão física no cérebro provocada por uma força externa.

PSP atua durante as manifestações no Rossio Miguel Baltazar/Jornal de Negócios

O mesmo médico reportou ainda que a polícia não estava a deixar passar o INEM durante os confrontos desta madrugada, mas que os técnicos acabaram por passar sem qualquer autorização. Segundo João Raposo, foram colocadas entre quatro a cinco pessoas em cada ambulância.

As declarações surgem num momento em que se discute a legalidade do uso da força policial por parte da PSP durante as manifestações e no mesmo dia em que foram registados pelo menos 11 feridos durante os protestos, segundo os números das autoridades.

Os manifestantes falam, no entanto, num número mais elevado.

À CNN Portugal, também o deputado do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, acusou o ministro da Administração Interna, Luís Neves de "mentir". O próprio diz ter acompanhado vários manifestantes ao Hospital de S. José e afirma que houve "mais de 20" feridos.

No sábado, os manifestantes protestaram um pouco por todo o País, desde Porto, Coimbra, Aveiro e Faro. Em Lisboa, milhares de pessoas desceram a Avenida da Liberdade até ao Rossio, entoando cânticos contra o Governo de Montenegro.

Este domingo, centenas de pessoas voltaram às ruas em Lisboa para manifestar pelo direito à habitação, mesmo depois da carga policial. Para já, não se sabe quando é que estes protestos irão terminar.

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