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Mau tempo: E-Redes contabiliza 70 mil clientes sem energia elétrica às 12h00

Lusa 08 de fevereiro de 2026 às 16:37

O balanço anterior, divulgado às 08h00 deste domingo, indicava que havia 76 mil clientes sem fornecimento de energia elétrica.

Cerca de 70 mil clientes da E-Redes no território continental, dos quais 62 mil na zona mais afetada pela depressão Kristin, continuavam este domingo às 12h00 sem abastecimento de eletricidade, segundo a empresa.
Técnico da E-Redes trabalha para repor energia elétrica após mau tempo ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
No segundo balanço do dia enviado pela E-Redes à agência Lusa mantém-se o registo de descida do total de clientes sem luz elétrica, depois do aumento verificado no sábado, na sequência da passagem da depressão Marta. Segundo a empresa, às 03h00 de sábado a E-Redes tinha por alimentar cerca de 56 mil clientes na zona da depressão Kristin. Com o agravamento das condições meteorológicas causadas pela passagem da depressão Marta, às 19h30 de sábado o número subiu para 124 mil clientes sem abastecimento de eletricidade na zona da depressão Kristin e um total de 167 mil clientes em todo o território continental. Este domingo, pelas 12h00, estavam cerca de 70 mil clientes sem ligação à rede elétrica em todo o país, dos quais 62 mil na zona mais afetada pela depressão Kristin. Segundo a empresa, o distrito de Leiria concentrava o maior número de clientes sem fornecimento de energia elétrica, com 42 mil, seguindo-se Santarém, com nove mil, Coimbra, com oito mil, e Castelo Branco, com dois mil clientes sem eletricidade.
O balanço anterior, divulgado às 08h00 deste domingo, indicava que havia 76 mil clientes sem fornecimento de energia elétrica. Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também várias centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até ao dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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