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Mau tempo. Deslizamento de terras na Costa da Caparica obriga à retirada de 35 pessoas

Lusa 07 de fevereiro de 2026 às 13:52

O deslizamento chegou a entrar num dos três prédios agora em risco.

Um deslizamento de terras registado este sábado em S. João da Caparica, na Costa da Caparica, concelho de Almada, obrigou à retirada de 35 pessoas de três edifícios que ficam junto à arriba fóssil, segundo a autarquia.
Derrocada obriga à retirada de 35 pessoas na Costa da Caparica. CMTV
Fonte da Câmara Municipal de Almada, no distrito de Setúbal, explicou que as 35 pessoas são de 14 agregados familiares e foram retiradas por uma questão de precaução. Segundo o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Península de Setúbal, a ocorrência foi registada às 10:05 na rua de Damão, na Costa da Caparica, e no local estão 22 operacionais dos bombeiros da Trafaria, Cacilhas e do Serviço de Proteção Civil de Almada. "Tivemos um deslizamento de terras junto à arriba fóssil que coloca em risco três prédios. Neste momento os técnicos da Câmara Municipal de Almada estão a fazer a avaliação dos edifícios", disse a mesma fonte à Lusa. A Proteção Civil tinha avançado que tinham sido retiradas 29 pessoas dos edifícios em causa, mas a autarquia de Almada precisou que foram 35. No local está a presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, assim como a vereadora responsável pela Proteção Civil, Francisca Parreira, e a presidente da Junta de Freguesia da Costa da Caparica, Vanessa Krausse.
Em declarações à comunicação social, Inês de Medeiros explicou que o deslizamento de terras entrou num dos apartamentos, tendo as pessoas sido retiradas de imediato, não se tendo registado feridos. "Estamos a avaliar a questão estrutural do edifício e a tentar desviar a água do cimo da arriba para evitar que mais terra caia e deixe de fazer pressão sobre um muro de betão que conseguiu reter parte das terras. Só depois dessa avaliação é que as pessoas saberão se podem ou não regressar a casa", explicou. A presidente da Câmara Municipal de Almada adiantou que as pessoas foram retiradas por precaução, estando a ser feita a avaliação não só do edifício que foi atingido como também de outros que estão perto. Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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