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Marques Mendes diz que "é normal e natural" que Montenegro apareça na campanha

Lusa 04 de janeiro de 2026 às 14:01

Líder do PSG vai juntar-se ao candidato num almoço na Batalha.

O candidato presidencial Luís Marques Mendes considerou este domingo "normal e natural" a presença do líder social-democrata e primeiro-ministro, Luís Montenegro, na sua campanha, uma vez que a sua candidatura é apoiada pelo PSD.
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"A minha candidatura é independente, mas é apoiada pelo PSD, e, portanto, é normal e natural que, neste caso, o líder do PSD apareça. Foi decidido aparecer no início da campanha, eu fico contente com isso", afirmou. O candidato a Presidente da República falava aos jornalistas nas Caldas da Rainha, distrito de Leiria, no arranque de uma iniciativa de contacto com a população. Neste que é o primeiro dia do período oficial da campanha para as eleições presidenciais do próximo dia 18, Luís Montenegro vai juntar-se a Luís Marques Mendes num almoço na Batalha. O candidato presidencial disse que esta presença lhe dá uma energia reforçada e indicou que "o que está previsto" é a presença do líder do PSD na sua campanha apenas desta vez. Luís Marques Mendes considerou que se Montenegro nunca aparecesse na sua campanha "isso sim é que era surpreendente". Questionado se esta presença também pode ser lida como um símbolo de unidade no PSD, Marques Mendes respondeu afirmativamente. "Sim, o PSD apoia a minha candidatura. O PSD sabe que a candidatura é independente, mas as candidaturas também são apoiadas por partidos. E portanto é a coisa mais normal e natural do mundo", indicou. O candidato presidencial disse também que não está "nada preocupado" com poder ser "demasiado colado ao Governo". "Não, não estou nada preocupado com isso, não. A única coisa que seria surpreendente pela negativa é se o PSD, tendo decidido apoiar-me, não houvesse a presença do líder do PSD, pelo menos numa ação de campanha. Isso é que seria surpreendente. Tudo o resto é normal e natural, sempre aconteceu assim no passado", acrescentou. Momentos depois de entrar numa pastelaria, o candidato disse que toma diariamente "quatro, cinco cafés". "O café é uma regra, tomar bastantes cafés. Eu para já não estou a precisar de energia extra, agora lá para o fim da campanha nunca se sabe", referiu. Nesta ocasião, Luís Marques Mendes não confirmou uma notícia de que a sua candidatura, - a par das de Gouveia e Melo, André Ventura e António José Seguro -, iria, a partir de hoje, ser acompanhada pleno Corpo de Segurança Pessoal da PSP, por indicação do Serviço de Informação e Segurança (SIS). As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026. A campanha eleitoral arranca hoje e decorre até 16 de janeiro. Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum deles consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados. Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira. Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.
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