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Livre acusa Governo de querer aprovar pacote laboral "às postas" no parlamento

Lusa 13 de setembro de 2026 às 14:57

Isabel Mendes Lopes garante que a ministra do Trabalho "não vai desistir".

A porta-voz do Livre Isabel Mendes Lopes acusou este domingo o Governo de querer aprovar "às postas" no parlamento medidas que constavam do pacote laboral chumbado em junho, a começar pelas alterações à licença parental.

Isabel Mendes Lopes, porta-voz do livre Lusa

No discurso de encerramento na 'rentrée' do Livre, intitulada "Os Setembristas", que decorreu este fim de semana na Alfândega do Porto, Isabel Mendes Lopes lembrou que o pacote laboral apresentado pelo Governo PSD/CDS-PP foi chumbado na generalidade na Assembleia da República, "graças à força das ruas e dos sindicatos", mas deixou um alerta.

"Não nos podemos deixar enganar porque a ministra [do Trabalho] não vai desistir", avisou a também líder parlamentar.

Isabel Mendes Lopes acusou o executivo de ter uma estratégia de apresentação faseada de medidas que constavam da proposta laboral do Governo, avisando que será "mais fácil para a extrema-direita aprová-las porque não vai sentir tanto a pressão das ruas".

"Não podemos desmobilizar, nós temos de garantir que isso é denunciado e que este pacote laboral às postas não passa", sublinhou.

Esta intenção, na opinião de Isabel Mendes Lopes, estará já em debate na próxima semana na Assembleia da República, na discussão em comissão das propostas dos partidos sobre a iniciativa de cidadãos que pretende o alargamento da licença parental para seis meses, paga a 100%.

Para a líder do Livre, esta será "a primeira posta": "A alternativa do PSD é a que estava no pacote laboral em que não aumentam o tempo de licença, aumentam ligeiramente o valor que é pago, e retiram algo muito importante que os cidadãos tinham incluído no seu projeto de lei que é a proteção das famílias monoparentais".

A proposta do Livre, por outro lado, é a de alargar "ainda mais a licença em relação à iniciativa dos cidadãos" seja em tempo, propondo nove meses (e ambicionando chegar até um ano), mas também proteger as famílias monoparentais.

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