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Líder regional da AfD, condenado por usar slogans nazis, na rota de cimeira de extrema-direita em Portugal
Bjorn Höcke foi condenado em 2024 por ter terminado um discurso com um slogan das SA, organização paramilitar de Hitler. Em 2026, a Cimeira da Remigração vai juntar em Lisboa vários rostos da extrema-direita europeia - e um dos destaques poderá ser o alemão.
O dirigente da Alternative für Deutschland (AfD) Bjorn Höcke, líder da filial do partido no estado da Turíngia, foi condenado em 2024 por ter terminado um discurso com um slogan das SA, organização paramilitar do regime de Adolf Hitler: “Tudo pela Alemanha!” (do alemão “Alles für Deutschland”). Em 2026, vai acontecer em Lisboa a segunda Cimeira da Remigração, organizado por vários líderes da ultradireita europeia, entre eles Afonso Gonçalves, líder da Reconquista, apurou a SÁBADO — e a Cimeira está próximo de trazer o alemão a discursar em Portugal.
Em maio, a primeira Cimeira da Remigração, proposta controversa promovida pela ultra-direita europeia, que inclui a deportação de legais e ilegais, aconteceu em Milão, Itália. Juntou o eurodeputado Roberto Vannacci (em representação dos italianos Lega), o português Pedro Faria (em representação do Chega), a alemã Lena Kotré (em representação da AfD) e a neerlandesa Eva Vlaardingerbroek, cuja popularidade disparou desde o evento ultraconservador CPAC Hungria, em fevereiro deste ano, onde levou um discurso inflamado de incentivo à guerra racial. Para o próximo ano, Afonso Gonçalves e os organizadores da cimeira estão em negociações para trazer Bjorn Höcke para ser um dos destaques, segundo informações recolhidas pela SÁBADO junto de fonte conhecedora do processo.
Em maio, a primeira Cimeira da Remigração, proposta controversa promovida pela ultra-direita europeia, que inclui a deportação de legais e ilegais, aconteceu em Milão, Itália. Juntou o eurodeputado Roberto Vannacci (em representação dos italianos Lega), o português Pedro Faria (em representação do Chega), a alemã Lena Kotré (em representação da AfD) e a neerlandesa Eva Vlaardingerbroek, cuja popularidade disparou desde o evento ultraconservador CPAC Hungria, em fevereiro deste ano, onde levou um discurso inflamado de incentivo à guerra racial. Para o próximo ano, Afonso Gonçalves e os organizadores da cimeira estão em negociações para trazer Bjorn Höcke para ser um dos destaques, segundo informações recolhidas pela SÁBADO junto de fonte conhecedora do processo.
Bjorn Höcke, líder da AfD, ligado à extrema-direita, é condenado por uso de slogans nazis
Martin Schutt/picture-alliance/dpa/AP Images
O líder etnonacionalista
Dentro do partido, Höcke foi líder da fação interna identitária Flügel (Asa, em alemão), extinta em 2020. Atualmente, é visto como uma espécie de líder da ala mais extrema da AfD, proxima do etnonacionalismo. Defende uma remigração alargada de imigrantes, que inclui a deportação de legais e ilegais. Como defensor da proposta, Höcke quer um “programa de remigração” (Remigrationsprogramm, em alemão) que começaria no estado que governa politicamente e depois seria estendido a toda a Alemanha. A ideia inclui tornar o país “menos atrativo” para aquilo que chama de “migrantes sociais” e promover a devolução de estrangeiros considerados “não integráveis”, como afirmara em discursos. Em livros e intervenções anteriores, Höcke já descreveu esse projeto como um processo que poderia envolver “dureza bem temperada”, admitindo que dificuldades humanas seriam “inevitáveis”. Tal como Höcke, Afonso Gonçalves também está envolvido numa série de processos. Além de ter sido detido pela PSP por proferir ameaças contra imigrantes que esperavam na fila da AIMA e de ser vítima também de processos por ameaças de morte, o líder do Reconquista é também investigado por suspeitas de crimes de ódio de discriminação por se ter filmado no interior de uma mesquita no Norte do país e citar passagens do Corão. Recentemente esteve envolvido em polémico após receber no terceiro congresso do Reconquista o ativista Jared Taylor, uma das figuras mais conhecidas da Alt-Right norte-americana, e um vídeo de apoio do deputado do Chega Pedro Frazão, que intitulou o movimento Reconquista de "aliados" do partido.Artigos Relacionados
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