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Irão: Seguro diz compreender dificuldades dos agricultores com bloqueio de Ormuz

Lusa 02 de maio de 2026 às 19:08

De visita à feira agropecuária Ovibeja, o chefe de Estado saudou os agricultores, frisando compreender "bem as suas dificuldades".

O Presidente da República, António José Seguro, disse este sábado compreender as dificuldades dos agricultores, agora acrescidas com a guerra no Médio Oriente e o bloqueio do estreito de Ormuz, que, considerou, "nunca devia ter fechado".

antónio josé seguro Presidente da República promulga decreto que baixa limites mínimos do ISP até 30 de junho PAULO NOVAIS/LUSA

De visita à feira agropecuária Ovibeja, o chefe de Estado saudou os agricultores, frisando compreender "bem as suas dificuldades", que agora "também são acrescidas, fruto de uma guerra e de um estreito de Ormuz que nunca devia ter fechado".

"Precisamos que os fertilizantes cheguem às nossas terras e aos nossos agricultores a preços convenientes para que, depois, isso não tenha que se refletir nos produtos alimentares. E, muitas vezes, as bolsas de muitos portugueses não conseguem acompanhar o aumento da carestia do preço desses alimentos", afirmou.

O estreito de Ormuz, por onde transita normalmente um quinto dos hidrocarbonetos do mundo, entre outros produtos, continua sujeito a um duplo bloqueio imposto pelo Irão e pelos Estados Unidos, devido à guerra no Médio Oriente.

Numa declaração sem direito a perguntas dos jornalistas, no final da visita ao certame de Beja, Seguro afirmou que os "agricultores são empresários com duplo risco", porque enfrentam "o risco de empreender" e o de "ficar dependente do que a natureza lhes dá".

"Umas vezes dá-nos coisas boas, outras vezes, infelizmente, dá-nos muitas más notícias e, ao contrário de outras atividades económicas, os seguros não funcionam como funcionam noutros setores da nossa economia", salientou.

O Presidente da República reiterou que o setor, em que "se precisava de cobrir mais o risco", devido à incerteza da atividade, "é onde precisamente não há condições para cobrir esse risco como os agricultores merecem".

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