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Governo nega proteção da Flotilha Humanitária. "Não existe responsabilidade jurídica"

Luana Augusto 29 de agosto de 2025 às 15:31

Mariana Mortágua defendeu que o Governo devia garantir a segurança do navio, que parte no domingo para Gaza. Em resposta à SÁBADO, o MNE recusou esta proteção.

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, defendeu esta semana que o Governo devia garantir a segurança da , que parte esta semana para Gaza para entregar ajuda humanitária. No entanto, em resposta à SÁBADO o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) negou este pedido. "À luz do direito internacional, não existe uma responsabilidade jurídica por parte do Estado português de proteção do navio ou dos seus tripulantes". 
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Apesar de a deputada considerar que se trata de "uma missão legal ao abrigo do direito internacional" e que poderão ocorrer eventuais entraves durante o percurso, a tutela diz que é apenas assegurada a "proteção consular, se necessária", tal como acontece com "todos os cidadãos portugueses no estrangeiro". Na quinta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, já havia , durante um discurso na Universidade de Verão do PSD. "[As] pessoas que se afirmam os grandes defensores tiveram oito anos para fazer o reconhecimento da Palestina e não fizeram." Além disso, lembrou que o Bloco de Esquerda e o PS nada "fizeram quando lideravam o Governo ou o influenciavam". "Estas pessoas tiveram influência [durante] seis anos sobre o governo socialista. Influência determinante. E fizeram alguma coisa? O que é que elas fizeram? É que é fácil falar quando se está fora, mas quando se está no governo, essas pessoas não o fazem", criticou. Na quarta-feira, este pedido de segurança chegou até a ser tema de conversa no Parlamento, enquanto decorria a Comissão Permanente da Assembleia da República. Durante o debate, o líder do Chega, André Ventura, contestou este pedido e acusou Mariana Mortágua de preferir ir para a Faixa de Gaza do que ficar em Portugal a ajudar os bombeiros. "Eu prefiro ajudar os bombeiros do meu País a ir para Gaza duas semanas ajudar a população de outros quaisquer", atirou Ventura. E Mortágua respondeu: "Há uma diferença entre ajudar os bombeiros e ridicularizar o trabalho dos bombeiros como o senhor deputado fez. Não é a primeira vez que o faz", referindo-se às imagens do líder do Chega apagar umas chamas junto a uma árvore, onde já tudo tinha ardido à volta.  E continuou: "Eu estarei do lado da História de quem combateu o genocídio e quis levar ajuda humanitária a Gaza. O senhor deputado estará do lado da História de quem fingiu não ver milhares de crianças a morrer e ainda quis usar isso como jogo político."
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