Imagens vão ajudar ao levantamento dos estragos em áreas florestais.
A Força Aérea sobrevoou este sábado zonas afetadas pelo mau tempo para recolher imagens que vão ajudar ao levantamento dos estragos em áreas florestais, informou aquele ramo em comunicado divulgado.
Imagens aéreas da Força Aérea mostram áreas afetadas pelas cheias
O avião C-295M da Força Aérea sobrevoou a "sub-região de Leiria, zona oeste da sub-região da Beira Baixa, zona sul da sub-região de Coimbra e zona norte da sub-região do Oeste e do Médio Tejo", num total de três horas de voo, refere a nota.
A informação recolhida vai ajudar a "delimitar as áreas afetadas e apoiar a classificação de imagens de satélite e de outros dados a recolher nos próximos dias, contribuindo para uma caracterização mais detalhada dos danos no edificado, do volume de madeira afetada e do acréscimo do perigo de incêndio que a tempestade veio abruptamente criar", acrescenta.
A Força Aérea explica que através das imagens recolhidas será possível "delimitar as áreas afetadas, identificar manchas com maior grau de dano e distinguir árvores tombadas ou partidas", para depois "avaliar a rede viária interrompida com arvoredo afetado e acumulação nos taludes".
As imagens recolhidas vão permitir também "determinar o volume e classes de aproveitamento por grandes manchas, por espécie" e identificar "as áreas onde existe maior perigo de incêndio".
"Esta visão integrada e atualizada da situação é fundamental para o planeamento estratégico e para a definição de prioridades de intervenção que visem minimizar os impactos económicos, ambientais e sociais", defende este ramo das Forças Armadas.
A Força Aérea refere ainda que esta foi uma "iniciativa conjunta integrada no Sistema de Gestão Integrado de Fogos Florestais" e a bordo seguiram "representantes da AGIF, ICNF, ANEPC e Fileiras Pinho e Eucalipto, numa comitiva liderada pelo presidente da Estrutura de Missão para recuperação do Centro, Paulo Fernandes".
Também num ponto de situação, a Marinha e a Autoridade Marítima Nacional referem que hoje participaram no resgate de "oito colmeias, com um total de 40 mil abelhas, na zona de São Martinho da Árvore, em Coimbra", e na "remoção de cerca de quatro toneladas de destroços das estradas em Leiria, além das ações de recuperação de infraestruturas e sistemas e das ações de transporte diário que servem de apoio a milhares de habitantes das zonas mais afetadas".
"A Marinha e AMN têm atualmente empenhados cerca de 530 militares, militarizados e elementos da Polícia Marítima, 71 viaturas, 56 embarcações, cinco geradores e 17 drones, a que acresce um helicóptero em prontidão", indica o comunicado divulgado esta tarde, acrescentando que estão "47 botes prontos e posicionados para apoio imediato à população nas zonas ribeirinhas com risco de cheias".
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.