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Fogo no Fundão com origem em Arganil entrou em Castelo Branco

Lusa 18 de agosto de 2025 às 22:13

Serviço de Proteção Civil Municipal de Castelo Branco já havia lançado um alerta, pedindo à população das freguesias de São Vicente da Beira e de Almaceda para se manterem em confinamento.

O incêndio florestal ativo no concelho do Fundão, com origem em Arganil (Coimbra), entrou ao início da noite desta segunda-feira no município de Castelo Branco, na freguesia de São Vicente da Beira, disse o presidente da Câmara Municipal.
Incêndio com origem em Arganil entra em Castelo Branco. Bombeiros combatem as chamas EPA/MIGUEL PEREIRA DA SILVA
Em declarações à agência Lusa pelas 21h15, Leopoldo Rodrigues disse que as chamas passaram para Castelo Branco na freguesia de São Vicente da Beira, junto à localidade de Paradanta. "Não me lembro de um incêndio com esta violência, o teto de fumo e a velocidade das chamas é impressionante", afirmou o autarca. Acrescentou que o trabalho dos operacionais no terreno está a decorrer na defesa das povoações e na prevenção de novos focos no concelho. Na tarde de hoje, o Serviço de Proteção Civil Municipal de Castelo Branco tinha lançado um alerta, pedindo à população das freguesias de São Vicente da Beira e de Almaceda para se manterem em confinamento e adotarem comportamentos de autoproteção, face à aproximação do incêndio que lavra no Fundão. O alerta visava, nomeadamente, as populações das localidades de Paradanta -- onde o incêndio já chegou - Vale de Figueira, Partida, Ribeira de Eiras, Rochas de Cima, Pereiros e São Vicente da Beira. Mais a sul, em Oleiros, também no distrito de Castelo Branco, os serviços municipais estão também em alerta e a adotar medidas preventivas, com máquinas de rasto e bombeiros no terreno, face à aproximação do incêndio. Oleiros situa-se no oeste do distrito de Castelo Branco e tem o rio Zêzere como fronteira natural para a Pampilhosa da Serra (Coimbra), tendo ainda os concelhos do Fundão e Castelo Branco -- onde as chamas oriundas de Arganil já chegaram - como vizinhos.
Ouvido pela Lusa, Miguel Marques, presidente da Câmara Municipal de Oleiros, disse que a preocupação maior incide sobre a freguesia de Orvalho (na fronteira com Castelo Branco e Fundão) e de Cambas, sobranceira ao rio Zêzere e à Pampilhosa da Serra, onde o fogo atingiu, ao final da tarde, as freguesias de Janeiro de Baixo e Dornelas do Zêzere, ameaçando várias aldeias. "Estamos a tomar todas as cautelas e medidas preventivas. As juntas de freguesia de Cambas e do Orvalho já alertaram a população para ter alguma contenção na circulação e na salvaguarda de alguns bens e animais que possam vir a estar nessa eventual linha de fogo", indicou o autarca. O vento forte ditará a eventualidade, ou não, de o incêndio entrar no concelho de Oleiros. Estamos posicionados, temos também veículos de combate a incêndios na zona do Orvalho", afirmou Miguel Marques. Do lado da Pampilhosa da Serra, onde as chamas lavraram ao longo do dia com bastante violência, impelidas por vento forte, a Câmara Municipal, numa publicação na rede social Facebook, pelas 19h45, informava que o incêndio no concelho "se agravou nas últimas horas, encontrando-se (...) num quadro muito pouco favorável". "Os ventos fortes, com mudanças repentinas de direção, têm dificultado de forma significativa as operações de combate, tornando a situação altamente imprevisível", enfatizou. O incêndio que deflagrou na freguesia do Piódão, em Arganil, pelas 05h00 da passada quarta-feira, estendeu-se depois a Oliveira do Hospital e Pampilhosa da Serra (também no distrito de Coimbra), Seia (Guarda) e Covilhã, Fundão e Castelo Branco. Pelas 21h50, segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil, estavam no terreno, no incêndio com origem em Arganil, quase 1.300 operacionais, apoiados por 445 viaturas.
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