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Fenprof quer saber quantas vagas ficaram por preencher nos concursos de professores

Lusa 08 de junho de 2026 às 14:06

Perante a diferença entre as vagas inicialmente disponibilizadas e professores colocados, a Fenprof quer saber quantos lugares ficaram efetivamente por ocupar.

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) questionou esta segunda-feira quantos dos lugares disponibilizados nos concursos interno e externo ficaram por ocupar após a colocação dos professores, argumentando que só assim é possível avaliar as necessidades permanentes das escolas.

Alunos em sala de aula levantam as mãos durante aula com professor GDA via AP Images

"Importa esclarecer quantas dessas vagas foram ocupadas por docentes já pertencentes aos quadros, quantos lugares foram extintos e quantas vagas ficaram efetivamente por preencher", defendeu a federação sindical.

As listas definitivas dos concursos interno e externo, de colocação de docentes da Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário, foram publicadas na sexta-feira, tendo sido colocados 19.172 professores, dos quais 5.454 em zonas com maior carência.

Através do concurso externo, entraram para os quadros do Ministério da Educação, Ciência e Inovação 4.776 docentes -- 152 através da norma-travão, para a qual tinham sido disponibilizadas 197 vagas, e 1.554 através do mecanismo de vinculação dinâmica, que contava com 3.336 vagas.

A esses, somam-se 1.415 docentes com profissionalização e pelo menos 365 dias (nos últimos 6 anos letivos) de funções docentes na rede pública e 1.655 professores com qualificação profissional para o grupo de recrutamento a que se candidataram.

Perante a diferença entre as vagas inicialmente disponibilizadas e professores colocados, a Fenprof quer saber quantos lugares ficaram efetivamente por ocupar.

"A divulgação destes dados é fundamental para uma avaliação rigorosa das reais necessidades permanentes das escolas e da eficácia das medidas adotadas para combater a falta de professores", escreve em comunicado.

Em reação à publicação das listas definitivas, os representantes dos professores recordam que os concursos interno e externo contaram, este ano, com menos vagas e questionam a redução "num contexto de crescente escassez" e após um ano "marcado por um aumento significativo de horários" em contratação de escola, o último recurso de que as escolas dispõem para recrutar docentes.

O ano letivo 2026/2027 deverá ser o último antes da entrada em vigor de um novo modelo de recrutamento de professores, que está a ser negociado entre o Ministério da Educação, Ciência e Inovação e os sindicatos de professores.

Além do concurso interno e externo, com caráter anual, passará a existir um concurso em contínuo, ao longo de todo o ano, em substituição das reservas de recrutamento e da contratação de escola, para a satisfação das necessidades temporárias.

Numa primeira fase, este concurso permitirá a mobilidade interna dos professores dos quadros e, posteriormente, o recrutamento de novos professores.

Manifestando dúvidas quanto ao novo modelo, a Fenprof sublinha que "quaisquer alterações que fragilizem princípios fundamentais como a transparência, a justiça e a equidade poderão agravar ainda mais a instabilidade do sistema educativo" e insiste que "a resolução da escassez de professores exige políticas consistentes de valorização da carreira docente".

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