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Câmara de Almada quer apurar factos que culminaram na morte de menina de 18 meses

Lusa 24 de julho de 2026 às 12:37

A informação é avançada numa mensagem da presidente do município, Inês de Medeiros, na sua página do Instagram.

A Câmara Municipal de Almada está a "desenvolver diligências para o apuramento dos factos" que culminaram na morte, na quinta-feira, de uma menina de 18 meses, esquecida durante cerca de sete horas no interior de uma viatura.

Inês de Medeiros, presidente de câmara de Almada, está envolvida numa crise interna do PS Pedro Ferreira

A informação é avançada numa mensagem da presidente do município, Inês de Medeiros, na sua página do Instagram.

"Não posso terminar este dia [quinta-feira] sem deixar uma palavra de profundo pesar e de solidariedade aos pais, à família e a todos os que hoje vivem a dor da perda desta bebé, em Almada", afirma Inês de Medeiros, reconhecendo que "não há palavras que possam aliviar o sofrimento".

"Hoje é um dia de profunda tristeza para o nosso concelho. A toda a família, deixo um abraço sentido e as mais sinceras condolências", acrescenta a autarca socialista.

Inês de Medeiros adianta que "os serviços competentes [do município] encontram-se a acompanhar a situação e a desenvolver todas as diligências necessárias para o apuramento dos factos".

Uma menina de 18 meses morreu na quinta-feira em Almada, depois de ter ficado esquecida durante cerca de sete horas no interior de uma viatura ao serviço do colégio "O mestre Cuco".

Como era habitual, na manhã de quinta-feira a menina foi recolhida na casa de familiares e transportada numa viatura ao serviço do colégio, mas não deu entrada na creche da instituição, na zona do Pragal.

Em declarações à Lusa, fonte oficial da PSP disse que a menina terá ficado esquecida no interior de uma viatura estacionada perto de outro polo do colégio, na avenida do Cristo Rei, também em Almada, no distrito de Setúbal.

Durante todo o dia ninguém do colégio terá dado pela falta da menina, não obstante os familiares terem garantido a diversos órgãos de comunicação social que tinham o registo da entrega.

O alerta só foi dado quando a mãe se preparava para levar a menina de volta para casa, tendo sido informada na altura de que filha não tinha dado entrada na creche.

A menina viria a ser encontrada pouco tempo depois, já inanimada, no interior da viatura onde terá permanecido cerca de sete horas. As manobras de reanimação de nada valeram, tendo o óbito sido declarado no local.

As circunstâncias da morte estão a ser investigadas pela Polícia Judiciária.

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