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Abertas 100 vagas para médicos em Évora já a pensar no novo hospital

Lusa 29 de maio de 2026 às 14:40

"Esta é uma oportunidade única" para médicos integrarem "um projeto clínico diferenciador e participar ativamente na construção do futuro da saúde no Alentejo".

A Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC) vai abrir 100 vagas para médicos de várias especialidades, já a pensar no novo hospital que está em construção em Évora, foi hoje anunciado.

Vagas para médicos em Évora abrem, visando o novo hospital Hugo Rainho/MediaLivre

Em comunicado enviado à agência Lusa, a ULSAC indicou que a abertura das 100 vagas está relacionada com o reforço das "equipas e da preparação do futuro Hospital Central do Alentejo, atualmente em construção em Évora".

Contactada pela Lusa, uma fonte do Gabinete de Comunicação e Marketing da ULSAC explicou que algumas das vagas já estão abertas, cujos concursos podem ser consultados no 'site' da unidade local de saúde, prevendo-se que as restantes abram nos próximos dias.

No comunicado, a ULSAC salientou que as vagas abrangem várias especialidades médicas, incluindo áreas consideradas relevantes para a atividade futura do novo hospital, como Cardiologia Pediátrica, Cirurgia Maxilofacial e Cirurgia Pediátrica.

Dermatovenereologia, Doenças Infecciosas, Estomatologia, Genética Médica, Hematologia Clínica, Medicina do Trabalho, Neurorradiologia, Radiologia, Radioncologia e Reumatologia estão igualmente entre as especialidades das vagas.

"Esta é uma oportunidade única" para médicos integrarem "um projeto clínico diferenciador e participar ativamente na construção do futuro da saúde no Alentejo", realçou a diretora clínica para a área dos cuidados de saúde hospitalares da ULSAC, Teresa Avelar, citada no comunicado.

Segundo a responsável, os clínicos interessados "terão a possibilidade de contribuir para a implementação e desenvolvimento de novas respostas assistenciais", com "um papel relevante na organização de equipas, definição de modelos de funcionamento e inovação dos cuidados prestados".

Teresa Avelar considerou ainda que "este desafio poderá ser particularmente atrativo para médicos em início de carreira", por entender que estes profissionais "encontrarão condições para crescimento profissional e diferenciação clínica".

Também os médicos especialistas, referiu, que "pretendam integrar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) através de um vínculo estável e de longo prazo" poderão ficar agradados com o desafio com a proposta de ingresso na ULSAC.

"O futuro Hospital Central do Alentejo será uma infraestrutura estruturante para a região e para o SNS, cujo sucesso dependerá da qualidade e do compromisso das equipas que o irão integrar", acrescentou, no comunicado, a ULSAC.

Em 20 de março, aquando da assinatura do protocolo para construção dos acessos e infraestruturas do hospital, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, revelou que a obra do hospital se encontrava então "cerca de 80% concluída", estimando que a parte de construção civil possa estar finalizada em junho de 2027.

"Depois, há licenciamentos e testes para fazer", observou, salientando que "um hospital desta envergadura precisa de seis meses, pelo menos, de testes de instalações".

Ana Paula Martins assegurou que a empreitada "tem de estar concluída, até por causa dos fundos europeus, até ao final do ano 2027".

O Hospital Central do Alentejo está a ser construído num terreno com uma área total de 75 hectares, dos quais 25 hectares correspondem ao lote destinado à unidade hospitalar.

O projeto prevê uma área bruta de construção de aproximadamente 100.000 metros quadrados, distribuída por 10 pisos, acima e abaixo do solo.

A nova unidade hospitalar irá servir cerca de 150 mil habitantes do distrito de Évora e aproximadamente 440 mil pessoas em todo o Alentejo, funcionando em articulação com os hospitais de Beja, Portalegre, Elvas e do Litoral Alentejano.

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